24 de Março de 2008 / às 14:56 / 9 anos atrás

Dar Olimpíada à China foi decisão correta, diz presidente do COI

<p>Presidente do COI Jacques Rogge chega a seu hotel em Olympia, na noite de domingo, para a cerim&ocirc;nia de acendimento da tocha dos Jogos de Pequim, nesta segunda-feira. Photo by Mal Langsdon</p>

Por Karolos Grohmann

OLÍMPIA, Grécia (Reuters) - Atribuir a Pequim o direito de organizador os Jogos Olímpicos deste ano foi a decisão correta, apesar dos ataques de grupos de direitos humanos à situação na China, disse o presidente do Comitê Olímpico Internacional nesta segunda-feira.

“Foi certo dar os Jogos à China por duas razões”, disse o belga Jaques Rogge à Reuters em entrevista.

Ele afirmou que apresentar os ideais do olimpismo a um quinto da população mundial e levar a atenção da mídia mundial à China durante toda a preparação para os Jogos eram motivos suficientes.

“Isso terá um bom efeito para a evolução da China”, disse Rogge no dia da cerimônia de acendimento da tocha olímpica, na cidade de Olímpia, na Grécia Antiga. “Acreditamos que os Jogos são um grande catalisador para a mudança.”

Grupos de direitos humanos pressionaram o Comitê Olímpico Internacional a cobrar uma melhoria da situação na China, especialmente após os episódio de violência no Tibet este mês.

Regiões tibetanas foram palco de protestos e manifestações anti-China, deixando 18 civis e um policial morto na capital tibetana, Lhasa, e mais quatro civis mortos na província de Sichuan, de acordo com o governo chinês.

Tibetanos exilados dizem que 130 pessoas morreram.

A China acusa o Dalai Lama, o líder budista exilado do Tibet, de conspirar para prejudicar a realização da Olimpíada no país. O Dalai Lama negou as acusações, dizendo que não se opões aos Jogos de Pequim.

“Não tenho nenhuma mensagem à China sobre a soberania da China”, disse Rogge. “Mas os Jogos não podem ser realizados numa atmosfera de violência. Estamos preocupados com o que está acontecendo no Tibet.”

Rogge disse ainda que, apesar de respeitar as causas ativistas, o COI não é uma organização política nem uma ONG.

“Sabemos os nossos limites”, disse ele. “Não vamos entrar numa discussão política, o COI estudou cuidadosamente a situação dos direitos humanos no país.”

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