April 25, 2008 / 12:07 PM / 9 years ago

Chineses vão às ruas na Austrália durante passagem da tocha

3 Min, DE LEITURA

<p>Manifestantes pr&oacute;-China protestam antes da passagem da tocha ol&iacute;mpica por Camberra, 24 de abril de 2008. Photo by Tim Wimborne</p>

Por James Grubel e Rob Taylor

CANBERRA (Reuters) - Mais de 10.000 sino-australianos realizaram nesta quinta-feira a maior manifestação pró-Pequim durante o conturbado revezamento internacional da tocha olímpica, levando para as ruas um mar de bandeiras vermelhas e abafando os protestos em defesa do Tibet.

Manifestações e um reforçado esquema de segurança acompanharam a passagem da tocha por várias cidades do mundo durante as últimas semanas, colocando as políticas doméstica e internacional da China sob pressão antes dos Jogos de agosto.

Pequim esperava que o revezamento internacional da tocha fosse um símbolo de união na preparação para a Olimpíada de Pequim. Mas a passagem da chama tornou-se um pesadelo, obrigando os países que a receberam a reforçar as medidas de segurança.

Manifestações anti-China durante as paradas anteriores da tocha despertaram uma onde de patriotismo entre os chineses em casa e no exterior. Nesta quinta-feira, milhares de chineses cantando "Uma China" lotaram o início e o fim do revezamento na capital australiana Canberra.

A polícia realizou sete prisões, mas a maior parte do evento foi pacífica.

"Esse é um dia magnífico para a gente mostrar que a Austrália pode ter uma manifestação pacífica. Vendo os protestos no exterior, eu me senti envergonhado pelo comportamentos das pessoas", disse à Reuters Wellington Lee, da Associação Chinesa do Estado de Victoria.

Chineses ocuparam os 16 km do trajeto e centenas de carros passaram pelas ruas de Canberra carregando bandeiras chinesas.

"Foi altamente organizado", disse um manifestante pró-Tibet e senador do Partido Verde australiano Bob Brown. "Os australianos vão se sentir um pouco desconfortáveis pelo fato de a China comunista ter vindo para a cidade e mostrado que pode comprar qualquer coisa."

A China negou esta acusação.

"Ele perguntou às pessoas que atrapalharam e sabotaram a tocha se houve alguma organização e investigação por trás deles?", disse a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Jiang Yu, em Pequim.

Jiang também defendeu o fervor patriótico entre os chineses e considerou o gesto uma resposta legítima às "provocações".

Pequim acusa o Dalai Lama de estar por trás das manifestações de monges budistas no dia 14 de março na capital tibetana, Lhasa, que foram reprimidas com violência pelo governo chinês.

No sábado, a tocha passará por Nagano, no Japão, onde autoridades alteraram o trajeto oficial devido a preocupações de segurança.

Reportagem adicional de Chris Buckley em Pequim

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