Levantador Ball encerra longa caminhada com ouro olímpico

domingo, 24 de agosto de 2008 09:04 BRT
 

Por John Ruwitch

PEQUIM (Reuters) - A tatuagem no braço de Lloy Ball diz que a "Raiva é um dom", mas neste domingo o levantador de 36 anos da seleção de vôlei dos Estados Unidos estava exaltando apenas alegria ao encerrar sua quarta participação em Olimpíadas com uma medalha de ouro.

"Você será um 'olímpico' para sempre. Ser chamado de campeão olímpico é --eu não sei o que vai no topo da cereja numa banana split, mas agora estou no topo disso", afirmou Ball, após a vitória por 3 sets a 1 dos EUA sobre o Brasil na decisão dos Jogos de Pequim.

A medalha no domingo foi a primeira de ouro dos EUA no vôlei masculino desde 1988. Aquela vitória, e o ouro nos Jogos de Los Angeles-1984 inspiraram Ball a investir no vôlei em vez do basquete, esporte que ele jogava bem o bastante a ponto de ser convidado a defender a equipe da Indiana University.

Ele recusou, e a jornada até a glória foi tortuosa. Ele voltou dos Jogos de Atlanta, Sydney e Atenas sem medalha, e se aposentou duas vezes por frustração, mas acabou voltando para um capítulo final glorioso.

"Após três Olimpíadas sem a gente ganhar medalha, o único assunto era que eu era o levantador. Como um jovem atleta de 20 anos, isso começa a te abalar e a confiança diminui", disse Ball.

O técnico Hugh McCutcheon assumiu um risco enorme ao levar Ball de volta ao time, segundo o próprio jogador, mas o levantador de 2,03 metros estava mais maduro e foi um ponto de força mental para o restante da equipe.

"Quando você é jovem, você está sempre procurando motivação para vencer. Para mim, nessa idade, eu apenas me divirto jogando."

Com a tão aguardada medalha de ouro no pescoço, Ball descartou a possibilidade de jogar em Londres, daqui a quatro anos.

"Eu voltei. Consegui o que queria. Dessa vez eu me aposento pela terceira vez, essa será mais elegante e sem volta", disse Ball a repórteres.