Para Lula, queda do Corinthians provaria seriedade do futebol

quinta-feira, 29 de novembro de 2007 22:06 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse triste com a situação do Corinthians no Campeonato Brasileiro, mas afirmou que se a equipe for rebaixada para a segunda divisão, será uma prova de que o futebol brasileiro é sério, ao contrário do que dizem alguns críticos.

Lula disse ter acompanhado a partida em que o Corinthians foi derrotado por 1 x 0 pelo Vasco na quarta-feira e que torceu por um empate, por ser corintiano em São Paulo e vascaíno no Rio.

"O Vasco jogou sem querer o Corinthians para a boca do abismo. Vai ter que enfrentar o Grêmio em Porto Alegre e quem sabe ir para a segunda divisão. Isso é triste, mas de qualquer forma é alegre também, porque muita gente diz, de forma pejorativa, que o futebol brasileiro não é sério", disse Lula.

A declaração foi feira na cerimônia de comemoração de 70 anos do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Na solenidade, o samba também foi declarado patrimônio nacional.

Apesar da derrota para o Vasco, o Corinthians ainda depende das próprias forças para escapar do rebaixamento, basta vencer o Grêmio fora de casa. Goiás e Paraná, que também lutam para escapar da última vaga para a Série B do Brasileiro, precisam vencer seus jogos e torcer por um tropeço da equipe de Parque São Jorge.

Lula lembrou que outras equipes tradicionais como Botafogo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro já estiveram na segunda divisão.

"Se o Corinthians for rebaixado é triste, mas é bom porque significa que o futebol brasileiro age com seriedade. O Corinthians está colhendo o que plantou. Não plantou nada, não vai conquistar nada", disse o presidente, arrancando gargalhadas e aplausos da platéia.

Lula ainda lamentou não ter conhecido o poeta Vinícius de Moraes. "Eu percebi que eu sou um homem infeliz quando eu assisti o filme sobre o Vinícius de Moraes. Não tinha amizade com o Vinícius e não fui convidado para aquela casa de porta aberta que ele tinha em Petrópolis, em que qualquer um podia entrar e tinha bebida esperando. Beber sem pagar", acrescentou o presidente arrancando novas gargalhadas da platéia.

(Por Rodrigo Viga Gaier)