Brasileiros rumo a Pequim terão pouco ingresso e viagem tortuosa

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 12:20 BRST
 

Por Maurício Savarese

SÃO PAULO (Reuters) - O torcedor brasileiro que pretende ver de perto o maior evento do esporte mundial pode esbarrar na falta de vôos e de ingressos para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto de 2008.

Mesmo aqueles que estão com a passagem na mão, estão sujeitos a trajetos tortuosos e que podem requerer mais de um visto.

A Tamoyo, única agência de viagens do país credenciada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), vendeu quase todos os pacotes com direito a ingresso para a cerimônia de abertura da Olimpíada, que acontece entre 8 e 24 de agosto do ano que vem.

"Mandaram pouquíssimas entradas para o Brasil e nós já vendemos 80 por cento dos pacotes. Até março deve acabar tudo", disse à Reuters Antonio Carlos Valente, sócio da agência.

A empresa espera levar até 1.200 turistas para Pequim-2008, quase o dobro do número dos Jogos de Atenas, em 2004, mas ainda negocia com companhias aéreas estrangeiras para atender aos clientes, que não podem contar com TAM, Varig e Gol para chegar ao Oriente nem com facilidades para obterem vistos para a fechada China.

"Temos convênio com Air Canadá e Air France e estamos negociando com South African, Emirates e Air China. As empresas ainda não têm tantos vôos para Pequim e a época das Olimpíadas é de turismo de alta temporada. Por isso são menos assentos e, provavelmente, preços maiores", disse Valente, cuja agência vende pacotes entre 6,5 mil e 17,6 mil dólares para os Jogos.

A vida dos que preferem dispensar pacotes turísticos para ir à Olimpíada não fica muito mais fácil nas companhias aéreas. A Air China, que oferece uma das passagens mais baratas para o trecho São Paulo-Madri-Pequim, já esgotou seus bilhetes para todo o mês anterior aos Jogos.

A companhia aérea espera abrir novos vôos no primeiro trimestre do ano que vem, passando de três a cinco frequências semanais, segundo o gerente de vendas da empresa no país, Marcos Sousa. Mas os preços devem superar a atual faixa, perto dos 2 mil dólares, cobrados de quem teve a sorte e a precaução de comprar passagens antes de novembro.   Continuação...