Corrida noturna em Cingapura traz novos desafios à Fórmula 1

terça-feira, 23 de setembro de 2008 00:51 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - Martin Whitmarsh, chefe da McLaren, permanecia impassível enquanto os mecânicos instalavam faróis de rali em um dos carros da equipe na véspera do Grande Prêmio de Cingapura no próximo final de semana.

"Cingapura é um evento novo para nós", explicou o executivo-chefe, naquilo que a equipe descreveu espirituosamente como um vídeo 'iluminado' em seu site oficial.

"Estamos nos esforçando muito e com sorte o pessoal da aerodinâmica vai gostar", concluiu ele, com um traço de sorriso entregando a brincadeira à medida que a câmera se movia para mostrar a curiosa alteração no carro da equipe.

Ao contrário dos carros das 24 horas de Le Mans, os modelos da F1 não têm faróis e nunca terão.

A estréia de Cingapura no calendário da F1, com o primeiro GP noturno da categoria, forçou as equipes a reavaliarem a maneira como trabalham.

A iluminação é o menor dos problemas, já que 1.500 refletores vão iluminar as ruas com intensidade suficiente para os altos padrões de transmissão das tevês de alta definição, quatro vezes mais intensa que as de um estádio comum.

"Espero ansioso pelo desafio, mas a verdade é que a pista vai estar totalmente visível", disse David Coulthard, da Red Bull.

"Essa coisa da corrida noturna deve ser mais interessante para a mídia e os torcedores sentados nas arquibancadas. Quando dirigimos no túnel em Mônaco, não saímos e dizemos aos nossos engenheiros "ai meu Deus, a volta é linda a não ser pelo túnel, porque é só mais um pedaço do circuito", continuou o escocês.   Continuação...