Com 7 mudanças, Mancini é símbolo de renovação na seleção

quinta-feira, 25 de setembro de 2008 17:20 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO (Reuters) - Mais de dois anos após ter assumido a seleção brasileira e na metade da campanha nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, o técnico Dunga segue promovendo uma renovação na equipe, um processo considerado por ele "difícil" e que 'ressuscitou' o meia Mancini, que tinha feito seu último jogo com a camisa do Brasil há mais de quatro anos, quando ainda era lateral-direito.

Em relação à convocação anterior, para os jogos com Chile (3 x 0) e Bolívia (0 x 0), Dunga trocou sete jogadores para as duas próximas partidas das eliminatórias, contra Venezuela e Colômbia, em outubro. Saíram Renan, Rafinha, Alex Silva, Luisão, Diego, Ronaldinho e Rafael Sóbis, para as entradas de Doni, Daniel Alves, Alex Costa, Thiago Silva, Mancini, Kaká e Alexandre Pato.

O treinador, que continua sob pressão depois do empate por 0 x 0 no Engenhão com a Bolívia, última colocada das eliminatórias, afirmou que foi contratado com a missão de renovar a seleção após a vitoriosa geração de Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo, e que aos poucos os novos jogadores vão provar que também podem conquistar títulos para o Brasil.

"Durante 8 ou 10 anos a seleção teve jogadores consolidados que conquistaram muitos títulos. Nós temos essa obrigação de promover a renovação, é um processo difícil no começo, com a pressão e ansiedade da imprensa, mas o nosso trabalho é dar tranquilidade para esses jogadores mostrarem que são capazes de também conquistar títulos para o Brasil", afirmou Dunga em entrevista coletiva após a convocação, nesta quinta-feira.

Com exceção de Mancini, todos os outros jogadores já haviam sido convocados ao menos uma vez por Dunga. Segundo o treinador, a aposta em um atleta de 28 anos, cuja última participação pela seleção brasileira foi como reserva do lateral-direito Maicon na conquista da Copa América de 2004, se dá devido à sua nova posição em campo.

Contratado pela Inter de Milão junto à Roma para esta temporada após excelente passagem pelo time da capital jogando quase que como um atacante, Mancini tem sido um dos destaques de seu novo time no início do Campeonato Italiano, jogando bem aberto em ambos os lados do campo, como um legítimo ponta.

"O Mancini é um jogador que se adaptou bem ao futebol europeu e passou a jogar numa nova posição, atuando pelos flancos. Eu gosto desse tipo de jogador que atua por essa faixa do campo, que gosta do drible. Essa é uma alternativa interessante já que contra o Brasil todas as equipes se fecham muito pelo meio", disse Dunga.

Entre os jogadores que ficaram de fora da lista para os jogos na Venezuela, no dia 12 de outubro, e no Maracanã, três dias depois, Dunga citou que tanto Diego como Luisão estão suspensos para a primeira partida por terem levado o segundo cartão amarelo, e que por isso ele optou por dar chance a novos atletas.

Após 8 de 18 partidas, o Brasil está em segundo lugar nas eliminatórias para o Mundial de 2010, com 13 pontos, quatro atrás do líder Paraguai.

 
<p>T&eacute;cnico Dunga durante coletiva no Rio de Janeiro. Mais de dois anos ap&oacute;s ter assumido a sele&ccedil;&atilde;o brasileira e na metade da campanha nas eliminat&oacute;rias para a Copa do Mundo de 2010, o t&eacute;cnico Dunga segue promovendo uma renova&ccedil;&atilde;o na equipe, um processo considerado por ele "dif&iacute;cil" e que 'ressuscitou' o meia Mancini, que tinha feito seu &uacute;ltimo jogo com a camisa do Brasil h&aacute; mais de quatro anos, quando ainda era lateral-direito. 25 de setembro.REUTERS/Bruno Domingos (BRAZIL)</p>