Diante da crise do crédito, Fórmula 1 repensa custos elevados

quinta-feira, 2 de outubro de 2008 15:13 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - A Fórmula 1 deu sinais de estar vivendo um de seus melhores momentos quando, no domingo, realizou a impressionante corrida noturna de Cingapura -- mas os motivos para preocupação sempre se tornam mais evidentes sob a luz do dia.

Dinheiro é a linha de sustentação dessa modalidade esportiva bilionária. E, com a retração do crédito causando estragos na economia global, os envolvidos na categoria sabem que não podem continuar gastando como se não houvesse amanhã.

"A Fórmula 1 está em um perfeito estado de saúde. E acho que conseguiremos nos manter assim se adotarmos as medidas corretas", disse à Reuters Adam Parr, chefe da equipe Williams.

"A Fórmula 1 vem realizando um excelente trabalho de marketing quando se trata de realizar corridas em áreas importantes. Mas precisamos nos esforçar mais."

"Os custos cresceram exponencialmente nos últimos dez anos e chegou a hora de colocarmos um fim nisso", acrescentou.

Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), avisou em julho que a categoria estava se "tornando insustentável". E, desde então, a situação da economia mundial deteriorou-se.

A Super Aguri, parceira da Honda, abandonou a categoria em maio, deixando a Fórmula 1 com dez equipes e nenhum candidato para substituí-la. Alguns acreditam que outras equipes podem seguir o mesmo caminho se mudanças não forem realizadas.

A Toro Rosso, controlada parcialmente pelo bilionário Dietrich Mateschitz (da empresa de bebidas energéticas Red Bull), tem verbas garantidas para 2009, mas seu futuro para além disso continua incerto.   Continuação...

 
<p>Amedeo Felisa, CEO da Ferrari, posa ao lado de um carro de F&oacute;rmula 1 da equipe italiana durante Feira do Autom&oacute;vel de Paris, nesta quinta-feira. REUTERS/Jacky Naegelen</p>