7 de Outubro de 2008 / às 15:18 / 9 anos atrás

Iranianos levam a Teerã paixão pelo futebol americano

Por Fredrik Dahl

TEERÃ (Reuters Life!) - A bola de formato oval gira atravessando o céu de uma noite qualquer na direção de um jogador que corre para marcar um "touchdown".

"Meu Deus! Que grande jogada", grita, em um inglês com sotaque dos EUA, o "lançador" responsável por atirar a bola enquanto o outro jogador pula no ar e a agarra com uma das mãos.

Essa certamente seria uma cena comum em uma cidade norte-americana.

No entanto, estamos em Teerã, capital de um país que o presidente dos EUA, George W. Bush, descreveu certa vez como membro do "eixo do mal". E os protagonistas da jogada são todos iranianos.

"Todos nós compartilhamos uma paixão pelo futebol americano", afirmou Payam Kashani enquanto assistia a seus amigos jogarem em uma fria noite de domingo, sob a luz de holofotes, no estádio Shahid Keshvari, em Teerã.

"Consideramos isso um esporte, não um esporte norte-americano", disse. "Pretendemos apenas nos divertir."

Até agora, a modalidade é praticada em uma escala modesta. O número de participantes naquela noite era o suficiente para ocupar apenas metade do campo normalmente usado em partidas de futebol, o esporte coletivo mais popular dentro da República Islâmica.

O irmão de Payam, J.J., apelido recebido quando estudou em Kansas City, no final dos anos 80, disse que a maior parte deles tornou-se fã do futebol americano enquanto frequentavam a escola nos EUA.

Segundo J.J., não havia problemas quando se tratava de praticar o esporte no Irã, cujos líderes consideram os EUA o "Grande Satã" e costumam lançar críticas à cultura ocidental. Os dois países também se enfrentam devido ao polêmico programa nuclear dos iranianos.

"Ninguém deste grupo deseja criar problemas", disse J.J. "As autoridades têm sido legais e têm colaborado. Não houve problemas para conseguir um local onde jogar e nem qualquer outro tipo de problema."

Os EUA abrigam a maior comunidade da diáspora iraniana, em meio à qual se encontram muitos dos que deixaram o Irã depois da Revolução Islâmica, de 1979. Alguns desses regressaram a sua terra natal desde então.

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