Fórmula 1 deve cortar gastos até 2010, diz presidente da FIA

terça-feira, 7 de outubro de 2008 21:02 BRT
 

LONDRES (Reuters) - A Fórmula 1 deve cortar custos até 2010 ou irá enfrentar sérios problemas, alertou o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley.

O britânico disse à BBC que a crise global de crédito só tornou as coisas piores para o esporte de alto custo e que há um sério risco de que algumas equipes abandonem as competições se os gastos não forem controlados.

"Ficou evidente, bem antes das atuais dificuldades, que a Fórmula 1 é insustentável", disse.

"Essa é realmente uma situação séria. Se não conseguirmos fazer isso (as medidas de corte de gastos) até 2010, teremos sérias dificuldades."

Uma equipe, a Super Aguri, que tinha apoio da Honda, desistiu do esporte neste ano, enquanto outras são financiadas por bilionários ou são de propriedade de montadoras de automóveis, em um cenário de vendas reduzidas e de quedas nos preços de ações.

"No momento, temos 20 carros", disse Mosley. "Se perdermos duas equipes, teremos 16. Se perdermos três, teremos 14. Desse jeito, não seria uma competição com credibilidade".

O diretor executivo da Williams, Adam Parr, disse à Reuters na semana passada que algumas equipes poderiam economizar cerca de 200 milhões de dólares por ano se reduzissem seus gastos ao mesmo nível de sua equipe.

Estima-se que a Toyota gaste mais de 400 milhões de dólares por ano em uma equipe que nunca venceu uma corrida.

Parr, cuja equipe anunciou neste mês um prejuízo de 21,4 milhões de libras (37,33 milhões de dólares) em 2007, também disse que há uma necessidade urgente de as medidas estarem em vigor em 2010.   Continuação...