8 de Outubro de 2008 / às 13:45 / 9 anos atrás

Por título, Hamilton garante que vai guiar com cautela no Japão

<p>O piloto Lewis Hamilton chega aos boxes antes do GP de Cingapura. Lewis Hamilton prometeu controlar seu instinto naturalmente agressivo no Grande Pr&ecirc;mio do Jap&atilde;o do fim de semana a fim de consolidar sua vantagem na disputa pelo t&iacute;tulo de campe&atilde;o da F&oacute;rmula 1 em 2008.REUTERS/Russell Boyce</p>

Por Alastair Himmer

TÓQUIO (Reuters) - Lewis Hamilton prometeu controlar seu instinto naturalmente agressivo no Grande Prêmio do Japão do fim de semana a fim de consolidar sua vantagem na disputa pelo título de campeão da Fórmula 1 em 2008.

O piloto da McLaren tinha tudo para conquistar o título no ano passado depois de um desempenho fenomenal na pista de Fuji, então sob forte chuva. Mas acabou jogando por terra sua vantagem de 12 pontos nas duas corridas finais do campeonato.

Uma outra vitória no Japão, neste ano, daria a Hamilton a chance de conquistar o título em Xangai e compensar o erro cometido ali em 2007, quando saiu da pista no momento em que se dirigia para os boxes.

O britânico chega à corrida de domingo sete pontos à frente do segundo colocado, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, com três corridas para terminar o campeonato. Hamilton ficou em terceiro lugar no GP de Cingapura, duas semanas atrás, corrida na qual Massa não conseguiu marcar nenhum ponto.

O piloto da McLaren, no entanto, aceita agora que talvez precise dirigir de forma mais cautelosa no Japão.

“Eu detesto guiar pensando nos pontos. Mas acho que todos concordamos a respeito dos benefícios de uma postura desse tipo neste momento”, afirmou. “Cingapura serviu como uma lição.”

“Houve menos pressão para obter a vitória ali por causa das circunstâncias pouco comuns, o que me permitiu começar a pensar no campeonato mundial.”

Massa, que caiu da primeira para a última posição em Cingapura depois de a Ferrari ter cometido um erro infantil no pit stop (o piloto recebeu autorização para sair com o carro sem que a mangueira de combustível tivesse sido desconectada), continuava confiante. O piloto terminou no 13o lugar em Cingapura, na corrida vencida por Fernando Alonso, da Renault.

“Uma distância de sete pontos pode ser muita coisa ou pouca coisa”, afirmou o brasileiro. “Em Cingapura, a distância aumentou de um ponto para sete, repentinamente. Sendo assim, ela pode também caminhar na direção contrária.”

Massa precisa desesperadamente que o atual campeão da Fórmula 1, Kimi Raikkonen, deixe de lado sua maré de má sorte e ajude a Ferrari a fazer uma dobradinha no Japão, para esquentar novamente a disputa pelo título.

O finlandês não marca pontos há quatro corridas, o que acabou com suas chances de sagrar-se bicampeão -- matematicamente, Raikkonen ainda poderia bater Hamilton (ele está 27 pontos atrás do britânico e 30 pontos estão ainda em jogo no campeonato), mas isso é mais do que improvável.

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, exigiu que Raikkonen “dirija como um campeão mundial” nas corridas que faltam a fim de ajudar Massa.

“Precisamos que ele esteja 100 por cento”, afirmou di Montezemolo ao jornal italiano Gazzetta dello Sport. “Precisamos que ele ajude Massa, que dirija pela equipe e que fique à frente das McLarens.”

O polonês Robert Kubica, da BMW-Sauber, precisa vencer no Japão e torcer para que os dois líderes do campeonato não pontuem a fim de continuar a sonhar com o título. Kubica está em terceiro lugar com 64 pontos, 20 atrás de Hamilton.

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