Alonso pode ajudar quem quiser, diz Hamilton

quinta-feira, 16 de outubro de 2008 09:24 BRT
 

Por Nick Mulvenney

XANGAI (Reuters) - Lewis Hamilton disse na quinta-feira não ser da sua conta a promessa feita por Fernando Alonso de ajudar Felipe Massa a vencer o Mundial de Fórmula 1.

O britânico de 23 anos será campeão mundial no domingo na China, penúltima etapa da temporada, se marcar seis pontos a mais do que Massa e se mantiver uma vantagem superior a 10 pontos sobre Robert Kubica. Qualquer outro resultado leva a decisão para o GP do Brasil.

Alonso e Hamilton se desentenderam quando eram colegas na McLaren, no ano passado, e desde sua volta à Renault o espanhol não se preocupa em esconder sua animosidade com a antiga equipe e com o piloto que pode roubar dele o título de campeão mais jovem da história.

"Realmente não tenho uma opinião a respeito (dos comentários de Alonso)", disse Hamilton. "Foco no meu trabalho, e o mais importante é ser competitivo neste fim de semana e tentar ganhar alguns pontos. Quero aparecer na frente, e o que os outros fazem não é da minha conta."

Hamilton parecia isolado em uma entrevista coletiva junto a Alonso, Kimi Raikkonen e Kubica, que na semana passada também criticou o britânico.

Alonso, que venceu as duas últimas corridas, estava agitado e não se importou em reiterar sua torcida por Massa diante de Hamilton, embora tenha feito ressalvas. "Não me entendam mal. Minha melhor relação, por exemplo, é com Robert. Eu gostaria de vê-lo campeão, mas sei que é difícil recuperar 12 pontos."

"Farei minha própria corrida, mas depois da corrida... você prefere que alguns pilotos vençam ou que algumas equipes vençam, em comparação com outras", acrescentou o espanhol. "Vocês podem tirar o que quiserem dos meus comentários, mas é muito simples."

Kubica, da equipe BMW-Sauber, disse que suas críticas à atuação de Hamilton no GP de Monza foram feitas para exemplificar casos de ultrapassagens perigosas.   Continuação...

 
<p>Piloto espanhol da Renault Fernando Alonso concede entrevista coletiva em Xangai, nesta quinta-feira. REUTERS/Aly Song</p>