Massa tenta diminuir pressão pelo título da F1

quinta-feira, 16 de outubro de 2008 12:01 BRT
 

XANGAI, China (Reuters) - O piloto da Ferrari Felipe Massa minimizou a carga de pressão envolvida na disputa pelo título deste ano da Fórmula 1, da qual pode sair como o primeiro brasileiro campeão mundial desde a última conquista de Ayrton Senna, em 1991.

Massa está cinco pontos atrás de Lewis Hamilton, da McLaren, que pode sagrar-se campeão no domingo, na China (penúltima prova do ano), e assim evitar que o piloto da Ferrari valha-se da vantagem de correr em casa, duas semanas depois, em São Paulo.

"Quando alguém vira piloto da Ferrari, enfrenta pressões no começo da temporada, no meio da temporada e no final da temporada", afirmou Massa a repórteres em Xangai, na quinta-feira.

"Não interessa a posição em que se esteja. Sempre há pressões, mas tipos diferentes de pressão. A gente sempre anda com a pressão do nosso lado."

Massa, que começou a temporada sem conseguir marcar pontos nas duas primeiras corridas, afirmou haver uma pressão constante para obter bons resultados e que Hamilton, 23, a sentiria tão intensamente quanto ele.

Os dois perderam muitas chances de marcar pontos nesta temporada, que já se viu liderada por quatro pilotos diferentes de três equipes diferentes.

"Eu preferiria estar na liderança (da classificação), mas não estou. Acho que nós dois enfrentamos a mesma pressão, ambos vivemos o complicado período de pensar como a corrida será e o que precisamos fazer para ser bem-sucedido na corrida", afirmou Massa.

"Não importa se o piloto luta para conquistar pontos ou para manter os pontos. Acho que as duas situações são bastante complicadas."

Massa terminou em terceiro lugar na China, no ano passado, prova em que Hamilton não conseguiu marcar pontos. Depois, o brasileiro ajudou seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, a sagrar-se campeão quando fez a dobradinha com o parceiro e ficou com a pole position em Interlagos.   Continuação...

 
<p>Mec&acirc;nicos da Ferrari empurram carro da equipe no circuito de Xangai, nesta quinta-feira, na prepara&ccedil;&atilde;o para o GP da China do fim de semana. REUTERS/Aly Song</p>