October 16, 2008 / 8:25 PM / 9 years ago

Com a marca de Bielsa, Chile expõe fraquezas da Argentina

3 Min, DE LEITURA

<p>Argentino Marcelo Bielsa, t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o do Chile, reage durante partida vencida por seu time por 1 x 0 sobre a Argentina, em Santiago, pelas eliminat&oacute;rias da Copa do Mundo de 2010.Victor Ruiz Caballero</p>

Por Brian Homewood

BUENOS AIRES (Reuters) - A vitória de 1 x 0 do Chile sobre a Argentina teve a marca do treinador argentino Marcelo Bielsa, que conseguiu expor as fraquezas da seleção de seu país nata.

O Chile fez os adversários correrem atrás da bola, como fazia a Argentina durante os seis anos em que foi treinada por Bielsa. Os dois países agora têm 16 pontos em 10 jogos e permanecem diretamente na briga por uma vaga na Copa do Mundo de 2010 -- algo que os chilenos não conseguem desde 1998.

Numa noite inspirada de Matias Fernández pelo meio-campo e de Gary Medel pela direita, o Chile fez uma de suas melhores partidas desde a época em que contava com a forte dupla de ataque Marcelo Salas e Ivan Zamorano.

Obsessivo e enigmático, Bielsa inicialmente achou difícil fazer os jogadores adotarem um estilo de jogo que ele chama de vertical. Mas, após um ano de experiências e aprendizados difíceis, como as derrotas por 3 x 0 para o Paraguai e o Brasil, ele parece ter encontrado a fórmula certa, mesmo sem a presença de jogadores de renome, como Luis Jimenez e David Pizarro.

A idade média do time que começou jogando na quarta-feira era de 24 anos, e quatro jogadores atuam no próprio país -- algo raro nas seleções sul-americanas.

Já o seu rival Alfio Basile enfrenta enormes dificuldades em sua segunda passagem como treinador da Argentina, apesar do excesso de talentos à sua disposição.

"Não é difícil imaginar Bielsa planejando o jogo contra a Argentina durante meses", escreveu o diário portenho Clarín. "Não há sinal de que o mesmo tenha ocorrido em Ezeiza (centro de treinamento da seleção argentina)."

Depois de seis empates sucessivos, a Argentina finalmente voltou a vencer no sábado passado, 2 x 1 sobre o Uruguai, em Buenos Aires.

Mas, sem a presença do criativo meia Juan Roman Riquelme, suspenso, o time dependeu quase exclusivamente dos talentos individuais de Lionel Messi e Sergio Aguero.

Messi produziu a única chance real da Argentina, com uma típica infiltração pela defesa chilena. De resto, o time de Bielsa teve mais graça e consistência.

"Eles foram como uma máquina e nos imprensaram em todas as partes do campo, não nos deixaram jogar," disse Basile, perplexo. "Parecia que eram 15 contra 11."

O dilema de Basile com Riquelme é que, quando ele joga, a equipe se monta em torno dele, e o time inteiro se ressente se ele vai mal. E, quando ele não joga, todo o time tem de ser reconstruído.

"Sem Riquelme, não poderíamos jogar do jeito que sempre jogamos", acrescentou Basile.

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