ANÁLISE-Nos EUA, setor esportivo sofre com falta de dinheiro

terça-feira, 21 de outubro de 2008 12:31 BRST
 

Por Ben Klayman

CHICAGO, EUA (Reuters) - Um público menor representa apenas a primeira pedra do dominó a cair nas ligas esportivas dos EUA, que poderiam enfrentar também gastos menores da parte de empresas, um faturamento estagnado ou em queda e o congelamento do valor de suas equipes devido a uma recessão global, disseram analistas.

A fim de enfrentar esses problemas, os diretores das ligas começaram a oferecer promoções com ingressos, a diminuir a mão-de-obra empregada e, no caso da Liga Nacional de Futebol (NFL), a reabrir as negociações sobre os contratos firmados com seus jogadores a fim de diminuir os custos.

Apesar de muitas modalidades continuarem faturando alto, os dirigentes não acreditam mais que o setor esteja imune à crise.

"Nós fizemos uma manobra arriscada ao aumentar o preço dos ingressos, algo que regressará para assombrar as grandes modalidades esportivas", afirmou Michael Cramer, professor de gerenciamento de esportes na Universidade Nova York.

"Não são apenas as pessoas com menor renda que enfrentam dificuldades", acrescentou Cramer, ex-presidente do Southwest Sports Group, que controla as equipes Texas Rangers, de beisebol, e Dallas Stars, de hóquei. "São as mais ricas que estão sem dinheiro."

Os sinais de uma recessão acumulam-se, entre os quais uma queda no número de espectadores na temporada da Major League de Beisebol, uma retração na venda de ingressos da NBA e o surgimento de um memorando da NFL citando dificuldades em seu faturamento.

Somem-se a esse cenário cortes no patrocínio da parte de empresas como as instituições financeiras e montadoras de veículos, e o setor esportivo dos EUA enfrentará sérios problemas.

GREVE À VISTA?   Continuação...