Rússia lança míssil antigo em teste para prolongar sua vida útil

quarta-feira, 22 de outubro de 2008 10:16 BRST
 

MOSCOU (Reuters) - A Rússia testou um míssil intercontinental Stilet na quarta-feira como parte de checagens necessárias para estender a vida útil dessa arma até 2010, afirmaram autoridades responsáveis pelos mísseis estratégicos do país.

O míssil, que pertence a uma categoria encomendada em 1979 e é conhecido no Ocidente como SS-19, foi disparado do centro espacial Baikonur (uma área do Cazaquistão alugada pela Rússia), disseram as forças em um comunicado, sem especificar o alvo atingido pela arma.

"Os resultados do lançamento confirmaram a decisão de prorrogar o tempo de uso de um dos mísseis mais confiáveis dos últimos 31 anos", acrescentou o comunicado.

A Rússia considera seu poderio nuclear como um argumento que justifica sua pretensão de ter um papel de maior destaque no cenário internacional e como uma eficiente forma de dissuasão em um período no qual pioram as relações do governo russo com o Ocidente.

Líderes russos prometeram gastar dezenas de milhões de dólares com as Forças Armadas a fim de desenvolver novos tipos de foguete, armas capazes de superar qualquer sistema de defesa antimíssil, entre os quais o que está sendo montado atualmente pelos EUA.

Os testes com novos mísseis tornaram-se parte da rotina nos últimos anos e o governo russo diz que a crise financeira do país não o impedirá de gastar o montante de dinheiro necessário para atingir suas metas.

As Forças Armadas da Rússia, no entanto, afirmam que os tipos de míssil existentes hoje são poderosos o suficiente para serem confiáveis como método de dissuasão e podem ser usados durante um período mais longo de tempo depois de testes haverem confirmado suas boas condições técnicas.

No começo deste mês, o país testou um míssil Topol, modelo presente em seu arsenal há 21 anos.

"Estender o período de utilização dos Stilets nos permitirá liberar uma quantidade considerável de verbas para outras demandas importantes do Estado", disse o comunicado. "O gasto anual com pesquisa e reconstrução é comparável com o de montagem de um novo míssil."

(Reportagem de Oleg Shchedrov)