November 2, 2008 / 7:41 PM / 9 years ago

Confiante, Hamilton é o mais jovem campeão da F1

6 Min, DE LEITURA

<p>O brit&acirc;nico Lewis Hamilton, acompanhado de seu pai Anthony e de sua namorada Nicole Scherzinger, deixa o aut&oacute;dromo ap&oacute;s assegurar o t&iacute;tulo da F&oacute;rmula 1.Rodrigo Paiva (BRAZIL)</p>

Por Alan Baldwin

SÃO PAULO (Reuters) - Lewis Hamilton sempre foi extremamente confiante, um jovem tão inabalável na crença em si mesmo que alguns já o acusaram de arrogância.

O piloto de 23 anos da McLaren garantiu em uma corte de apelação no mês passado ser o melhor em seu ramo, e no Grande Prêmio do Brasil deste domingo ele pôde provar isso, tornando-se o mais jovem campeão da categoria.

Dúvidas surgiram desde a estréia sensacional do piloto no ano passado, quando acumulou nove pódios consecutivos mas desperdiçou suas chances de se tornar o primeiro novato campeão da Fórmula 1 nas duas últimas corridas.

Depois que Hamilton, largando na pole position, fracassou no Japão no mês passado após cometer um erro tolo logo na primeira curva, houve quem visse a história se repetindo e detectasse uma fragilidade escondida atrás da fachada impassível.

Começou-se a questionar se Hamilton consegue ter uma visão abrangente da situação, se é suscetível à pressão e mentalmente apto a correr estrategicamente.

Atacado de todos os lados por rivais que criticam sua condução, e com ex-campeões o aconselhando a se acalmar, Hamilton mostrou no GP da China que estava determinado a se tornar o primeiro campeão de F1 britânico desde Damon Hill em 1996.

Ele largou na pole position, fez a volta mais rápida e venceu com facilidade, chegando ao Brasil com uma vantagem de sete pontos sobre o brasileiro Felipe Massa. Hamilton utilizou plenamente a vantagem para levar o título, ao chegar em quinto, em dia de vitória do ferrarista.

São Paulo, berço e local de repouso do herói nacional e tricampeão Ayrton Senna, foi um cenário adequado para a coroação de Hamilton.

No ano passado o britânico chegou em Interlagos quatro pontos à frente do bicampeão mundial Fernando Alonso e sete pontos adiante de Kimi Raikkonen.

Alonso era a ameaça mais óbvia, mas foi Raikkonen quem arrebatou a coroa por um único ponto depois que Hamilton terminou na sétima colocação.

Este ano ele parecia mais humilde.

"Eu jamais diria que sou melhor que qualquer outro. Mas sou um piloto de Fórmula 1 e todos nós temos que acreditar em nós mesmos para chegar onde estamos", disse ele antes da corrida na China.

Desempenho Melhor

"É preciso ter essa crença para ir lá e vencer. É isso que ajuda você a lutar pelo melhor desempenho e ir mais longe na vida. Eu olho para os outros pilotos e quero ser melhor do que eles."

Hamilton, o primeiro piloto negro na Fórmula 1 e um vencedor em todas as categorias em que correu, mostrou ser especial desde que entrou em um kart alugado durante um feriado na Espanha e sonhou ser Ayrton Senna.

A McLaren vem apoiando-o há mais de uma década. O chefe da equipe, Ron Dennis, notou-o quando Hamilton, então um garoto de dez anos, o abordou em uma cerimônia de premiação em Londres, olhou-o direto nos olhos e disse que queria pilotar em sua equipe um dia.

Hamilton, sempre fiel à McLaren, disse que sente ter nascido para correr e destinado a ser campeão do mundo.

No ano passado ele demonstrou não se impressionar com a reputação alheia, e o espanhol Alonso descobriu que seu novato companheiro de equipe não era do tipo que aceita papéis secundários.

No final de 2007, Alonso estava voltando para a Renault e Hamilton era saudado como uma grande promessa.

Nesta temporada o britânico, que se comenta estar prestes a se tornar o esportista mais bem pago da Grã-Bretanha, se mostrou mais bem preparado, em melhor forma, mais sábio e mais ambicioso.

Mas nem tudo foram flores. Em um campeonato no qual os líderes da tabela desperdiçaram sua vantagem levianamente, ele cometeu erros dentro e fora da pista, mas saiu mentalmente fortalecido.

A mudança de Hamilton para a Suíça atraiu críticas antes do início da temporada, quando ele disse que o fazia para preservar sua privacidade e não por causa dos impostos ligados a um contrato que o prende à McLaren até 2012.

Os jornais britânicos o desdenharam chamando-o de 'boneco de testes' no Grande Prêmio do Canadá em junho, quando ele bateu na traseira da Ferrari imóvel de Raikkonen enquanto esperava que a luz vermelha se apagasse na pista de saída dos boxes.

Mas também houve momentos inesquecíveis, como a vitória em Silverstone debaixo de chuva, que foi saudada como um dos maiores feitos do esporte e na qual ele colocou uma volta em cima do segundo e do terceiro colocados e terminou a prova com um minuto de vantagem.

Ele também brilhou na Austrália, em Mônaco, na Alemanha e na China.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below