6 de Novembro de 2008 / às 15:20 / 9 anos atrás

Ecclestone diz que não houve racismo contra Hamilton

<p>O chef&atilde;o da F&oacute;rmula 1, Bernie Ecclestone, discordou dos rumores sobre racismo na categoria, ap&oacute;s o brit&acirc;nico Lewis Hamilton ter se tornado o primeiro piloto negro a conquistar o t&iacute;tulo mundial. Ele disse ainda que as recentes pol&ecirc;micas s&atilde;o "uma piada".Stephen Hird</p>

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - O chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, discordou dos rumores sobre racismo na categoria, após o britânico Lewis Hamilton ter se tornado o primeiro piloto negro a conquistar o título mundial. Segundo ele,as recentes polêmicas são "uma piada".

Ecclestone disse à rádio BBC que os relatos de incidentes na Espanha e no Brasil foram exagerados.

"Na Espanha, as pessoas torciam pelo (Fernando) Alonso e, em São Paulo, torciam por Felipe (Massa)", disse Ecclestone, de78 anos. "Não acho que tenha alguma coisa a ver com racismo".

"Houve algumas pessoas na Espanha... e isso provavelmente foi levado como uma piada no começo, em vez de algo abusivo. As pessoas olham e enxergam coisas que não estão ali", acrescentou Ecclestone. "Todas essas coisas são piadas. As pessoas têm o direito de apoiar quem elas quiserem".

Hamilton disse o contrário em um evento de um patrocinador da McLaren, a Vodafone.

"Não acho que seja uma piada", disse ele a repórteres. "É algo que aconteceu, mas está no passado e você tem de olhar para a frente. O que é mais importante pra mim é que eu tenho muito apoio, principalmente dos fãs britânicos".

"Eu vou a todos esses países e vejo meus conterrâneos segurando a bandeira e fico muito, muito, orgulhoso disso. Todas as outras coisas, você esquece", afirmou Hamilton, de 23 anos, o mais jovem campeão da F1.

Hamilton, que derrotou o brasileiro Massa, da Ferrari, por apenas um ponto para ficar com o título de 2008, foi companheiro de Alonso na McLaren no ano passado, quando os dois travaram uma dura batalha pelo título. Durante o GP da Espanha deste ano, alguns torcedores usaram xingamentos racistas para agredir Hamilton.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) lançou uma campanha anti-racismo depois que espectadores pintados de negro apareceram em testes da F1 realizados em Barcelona, em fevereiro, enquanto outros gritaram insultos para o piloto.

Outra polêmica surgiu antes da última corrida, em Interlagos, quando jornais britânicos destacaram centenas de mensagens de ódio contra Hamilton em um site espanhol.

O pai de Hamilton, Anthony, disse a repórteres nesta semana que as provocações racistas o fizeram questionar se seu filho deveria mesmo ser piloto.

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