Autoridades canadenses rejeitam condições de Ecclestone para GP

segunda-feira, 17 de novembro de 2008 12:33 BRST
 

LONDRES (Reuters) - Autoridades canadenses culparam no domingo as "exigências exageradas" do chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, pelo fracasso do país nas negociações para sediar um Grande Prêmio da categoria em 2009.

As autoridades esperavam convencer o britânico a reinstalar uma disputa em Montreal após ele tirar a cidade do calendário, deixando a América do Norte sem uma prova de Fórmula 1 pela primeira vez em 50 anos.

O prefeito de Montreal, Gerald Tremblay, que disse no último mês estar esperançoso com um possível acordo após se reunir com Ecclestone, reconheceu que a reunião fracassou.

"Apesar do nosso esforço e dos esforços da comunidade empresarial, as exigências da Fórmula 1 excederam a capacidade de pagamento dos contribuintes", disse ele em um comunicado na página de Internet da cidade (www.ville.montreal.qc.ca).

O comunicado informou que Ecclestone fez uma oferta final de contrato em 28 de outubro exigindo um eventual patrocinador dê uma garantia bancária ou governamental de cerca de 175 milhões de dólares nos próximos cinco anos.

Segundo a nota, não há um patrocinador privado disposto a assumir um risco tão elevado, considerando a limitada receita gerada pelo evento.

O ministro de Desenvolvimento Econômico de Quebec, Raymond Bachand, disse que as autoridades têm lutado para salvar a corrida "ao mesmo tempo que permanecem fiscalmente responsáveis".

"Nós não podemos atender às exigências impraticáveis do senhor Ecclestone", acrescentou ele. "A menos que ele suavize suas condições e adote uma abordagem diferente, não haverá Grande Prêmio de Montreal em 2009."

O ministro canadense de Obras Públicas, Christian Paradis, disse que o fim da realização do GP é uma perda para todos os canadenses, mas disse que Ecclestone fez "exigências fora da realidade".   Continuação...