Maradona não se incomoda com recusa de Butcher em cumprimentá-lo

terça-feira, 18 de novembro de 2008 16:20 BRST
 

Por Rex Gowar

GLASGOW (Reuters) - Diego Maradona disse que não vai perder o sono porque Terry Butcher se recusou a apertar sua mão no amistoso de quarta-feira da seleção argentina contra a Escócia.

Maradona, que estreará como técnico da Argentina no Hampden Park, disse ainda que nenhum jogador inglês pode criticá-lo pelo seu gol de mão, já que a Inglaterra ganhou a final da Copa de 1966 com um gol inválido.

"Não estou interessado em apertar a mão de Butcher", disse o ex-ídolo argentino, referindo-se ao defensor inglês que agora é assistente do técnico da seleção escocesa, George Burley.

"Estou muito bem com as pessoas cujas mãos eu aperto. Não entendo por que Butcher (disse isso), mas deixa ele viver a vida dele".

Butcher estava na marcação quando Maradona fez os dois gols que renderam à Argentina a vitória por 2 x 1 nas quartas-de-final no México, em 1986. O primeiro gol foi feito com o pulso e o segundo, eleito o gol mais bonito em uma Copa do Mundo, depois de uma arrancada do meio-campo com dribles em zigue-zague.

O inglês disse na segunda-feira que não perdoará Maradona pelo primeiro gol, feito há 22 anos e chamado de "Mão de Deus" pelo próprio argentino.

"Não vou morrer por causa disso. Vou continuar a dormir bem, mesmo que Butcher não me cumprimente", disse Maradona em uma coletiva de imprensa no hotel da Argentina em Glasgow.

"Quero lembrar à senhorita (uma repórter) que a Inglaterra derrotou a Alemanha em 1966 com um gol que não valeu, isso todo mundo viu e ninguém disse nada", acrescentou, afastando uma mão da outra para mostrar quanto a bola se afastou da linha no terceiro gol da vitória de 4 x 2.

"Butcher não pode me julgar de maneira nenhuma... Não havia replays (televisivos) naquela época (1966)."

 
<p>Treinador da sele&ccedil;&atilde;o argentina, Maradona, durante coletiva em Glasgow, Esc&oacute;cia. Diego Maradona disse que n&atilde;o vai perder o sono porque Terry Butcher se recusou a apertar sua m&atilde;o no amistoso de quarta-feira da Argentina contra a Esc&oacute;cia.REUTERS/David Moir</p>