19 de Novembro de 2008 / às 11:57 / em 9 anos

Maradona já fala em ser campeão mundial em 2010

<p>Diego Maradona, t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o argentina, sorri durante entrevista coletiva em Glasgow, onde sua equipe enfrenta a Esc&oacute;cia em amistoso na quarta-feira.David Moir (BRITAIN)</p>

Por Rex Gowar

GLASGOW (Reuters) - O novo treinador da Argentina, Diego Maradona, não aceitará nada menos que o título mundial na Copa de 2010 na África do Sul.

"Não gosto nada disso, vamos para sermos primeiros", disse Maradona a um jornalista que lhe perguntou se ambicionava uma vaga na semifinal. "O caminho é para chegar lá em primeiro, não entre os quatro primeiros."

A Argentina, bicampeã mundial, não chega às semifinais desde 1990.

Maradona, 48 anos, campeão em 1986, estréia como treinador da seleção na quarta-feira contra a Escócia, em Glasgow (18h, hora de Brasília). Ele se disse entusiasmado com uma tarefa para a qual 70 por cento dos seus compatriotas não confiam nele.

Ele acrescentou que pretende conquistar os jogadores e que, se o time for bem, ele promete ficar calmo no banco, sem as explosões que tentas vezes marcaram sua vida.

Maradona assumiu o cargo há duas semanas, em substituição a Alfio Basile. "Estou muito feliz por voltar depois de tanto tempo, de estar à frente da seleção nacional e de alguns jogadores incríveis, para mim isso é fantástico", disse ele no início da entrevista.

"Tanto, tanto... Era isso que eu queria há muito tempo. Tive minha primeira conversa com os jogadores e espero chegar ao coração deles."

Ele disse que se sentiria um "covarde" se recusasse o convite para a seleção, apesar de ter uma experiência curta e medíocre como treinador em clubes inexpressivos.

"Eu precisava da seleção, e ela precisa de um guia como eu, então estamos aqui no mesmo caminho", acrescentou Maradona, prometendo futuras mudanças de formação e na tática da equipe.

"Mudanças que dêem ao jogador a segurança de estar na seleção e de se sentir feliz defendendo essa camisa como ela merece", disse ele, retomando seu bordão de que jogar pela Argentina é uma honra.

Para as próximas partidas, ele disse que pretende dar a Lionel Messi (ausente contra a Escócia) liberdade para atacar, e que os jogadores serão escolhidos segundo a necessidade do time, e não respeitando um sistema em particular.

Ele acrescentou que a primeira escalação só será anunciada pouco antes do jogo de quarta-feira, e que sabe um pouco sobre a Escócia por assistir vídeos das Eliminatórias européias.

Maradona afirmou ainda que tentará evitar conflitos com os dirigentes esportivos, que eram freqüentes quando jogador, e que espera controlar seu temperamento. "Não entrarei em polêmicas com Blatter ou com Platini. Como técnico de seleção tenho de pensar na minha equipe."

Enigmaticamente, acrescentou: "Tentarei que a seleção me dê segurança no gramado, e se não conseguir serei como sempre fui."

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