Cristiano Ronaldo quer dar espetáculo para retribuir carinho

terça-feira, 18 de novembro de 2008 19:03 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - Saudado pelos brasileiros, o meia-atacante português Cristiano Ronaldo quer dar "espetáculo" no amistoso de quarta-feira, contra o Brasil, para retribuir o carinho dos torcedores.

Ronaldo está bem cotado para ganhar o prêmio da Fifa como melhor do mundo em 2008 e tem recebido demonstrações de apoio dos brasileiros desde que chegou a Brasília.

"Recebo sempre muito carinho dos brasileiros. É um país em que me sinto como se estivesse em casa", disse o português em entrevista coletiva nesta terça-feira.

"Fico muito contente de saber que os brasileiros gostam de mim, e vou tentar retribuir da melhor maneira, que é dar meu melhor e dar espetáculo", acrescentou ele sobre o jogo amistoso no estádio Bezerrão, em Brasília.

Após trabalhar com Luiz Felipe Scolari na seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo elogiou o trabalho do técnico brasileiro, campeão mundial com o Brasil em 2002 e atualmente no Chelsea.

"Fui praticamente lançado por ele na seleção. Ele tem sua maneira de motivar os jogadores, com muitas palestras. E os títulos falam por si, ele ganhou muitas coisas, o mais importante o de campeão do mundo", disse.

O jogador do Manchester United, atual campeão inglês e da Liga dos Campeões, disse não estar "obcecado" pelo prêmio da Fifa, que será entregue em dezembro, mas faz questão de ressaltar que teve um bom ano.

"Sempre tive o sonho de ganhar, não vou esconder. Mas não vivo obcecado por isso. Sei o que fiz. Agora não sou eu quem toma essa decisão", declarou o meia-atacante.

Cristiano Ronaldo terá na quarta-feira um duelo com o meia Kaká, melhor jogador do mundo em 2007. Para o brasileiro, Cristiano tem o principal atributo para levar o prêmio da Fifa: é um vencedor.

"A grande característica (para um jogador ser eleito melhor do mundo) é ser um vencedor, e ele teve conquistas com seu clube", disse Kaká.

 
<p>Cristiano Ronaldo &eacute; cercado por crian&ccedil;as antes de treino de Portugal em Bras&iacute;lia na ter&ccedil;a-feira. REUTERS/Bruno Domingos (BRAZIL)</p>