18 de Novembro de 2008 / às 22:48 / 9 anos atrás

Dunga escala Anderson e busca vitória para encerrar ano em alta

<p>Robinho (E) e Kak&aacute; brincam em treino da sele&ccedil;&atilde;o brasileira em Bras&iacute;lia antes de amistoso contra Portugal. REUTERS/Jamil Bittar (BRAZIL)</p>

BRASÍLIA (Reuters) - O técnico Dunga vê a vitória contra Portugal, em amistoso na quarta-feira, como uma chance de a seleção brasileira terminar o ano de 2008 em alta. Para isso, ele vai escalar Anderson no meio-campo.

A seleção realizou nesta terça-feira um coletivo no estádio Bezerrão, em Brasília, e a equipe titular foi formada por Júlio César, Maicon, Thiago Silva, Luisão e Kléber; Gilberto Silva, Anderson, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano. No decorrer do treino, Diego substituiu Elano, e Adriano entrou no lugar de Luís Fabiano.

A maior novidade é a escalação de Anderson na vaga que vinha sendo ocupada por Josué.

“O Anderson começou como ponta no Grêmio, então coloquei ele para ter uma saída mais rápida. Para muitos ele é volante. Mas para mim ele é um meia, um atacante, é um jogador que pode exercer muitas funções. A intenção é dar mais velocidade”, disse Dunga em entrevista coletiva.

Criticado nos últimos jogos do Brasil em casa, o treinador destacou a importância de voltar a ganhar em território nacional. Nas últimas três partidas, houve empate em 0 x 0, contra Argentina, Bolívia e Colômbia, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

“A gente tem uma cobrança interna de fazer um bom jogo aqui no Brasil, de jogar como a gente tem jogado fora”, declarou. “A gente espera fazer um bom jogo, e o mais importante é terminar o ano com uma vitória.”

Dunga classifica como “bom” o trabalho realizado pela seleção este ano, com o segundo lugar nas eliminatórias e a conquista da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Porém, ele diz ter consciência de que na seleção brasileira é preciso ganhar sempre.

“Os resultados estão aí. O saldo é positivo, mas temos sempre que vencer a próxima (partida), por isso tem que ter personalidade para jogar na seleção. Aqui a cobrança é dez vezes maior do que em qualquer outra situação”, disse.

“A desconfiança vai ter sempre, a seleção vai ter sempre cobrança. Os resultados é que vão indicar a tranquilidade. Os outros treinadores também passaram por isso, é tudo igual.”

Dunga não espera vaias em Brasília como recebeu no Rio de Janeiro ou Belo Horizonte este ano, locais dos jogos nas eliminatórias, e quer “recompensar o torcedor jogando bem”.

“A gente tem que encontrar equilíbrio, achar uma forma de costurar a defesa adversária, que vem muito fechada. Tem que ter paciência. Isso a gente vai ter quanto mais a equipe jogar junta”, disse.

Contra Portugal, a dinâmica deve ser diferente da encontrada diante dos rivais sul-americanos. A expectativa é de um jogo mais aberto.

“São duas grandes seleções. Portugal cresceu muito, tem jogador de qualidade técnica e aprendeu a ser uma equipe competitiva como o Brasil. Mas é lógico que jogamos em casa e temos maior responsabilidade”, finalizou.

Texto de Tatiana Ramil

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