Fifa defende cota de estrangeiros apesar de oposição européia

terça-feira, 2 de dezembro de 2008 13:59 BRST
 

Por Mark Ledsom

ZURIQUE (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, prometeu nesta segunda-feira que levará adiante a polêmica proposta de restringir o número de jogadores estrangeiros em times de futebol, apesar da oposição da Comissão Européia.

Blatter, que defende a implantação de um limite de cinco estrangeiros na escalação inicial das equipes --a chamada "regra 6+5"--, disse estar "satisfeito" após um encontro informal em Biarritz, que juntou importantes autoridades esportivas e ministros de Esportes da Europa.

Os ministros assinaram uma declaração conjunta para "encorajar a continuidade das discussões sobre iniciativas de federações internacionais que incentivariam os times... a contar com a presença de atletas capazes de jogar em suas seleções nacionais, cumprindo a legislação da União Européia".

Em comunicado divulgado pela Fifa nesta segunda-feira, Blatter afirmou que "o apoio unânime dos ministros e o desejo de diálogo por parte deles apontam para um futuro brilhante para o movimento Olímpico e esportivo".

Ele acrescentou que está "igualmente feliz com a concordância unânime expressada pelos 27 ministros de Esportes da Europa sobre a necessidade de diálogo e da discussão da compatibilidade da regra "6+5" com a lei européia".

MENOS FAVORÁVEL

A Comissão Européia, que supervisiona a legislação européia, expressou uma visão menos positiva da regra "6+5" e de sua compatibilidade com as leis trabalhistas da União Européia, que governam um mercado de livre circulação de pessoas.

Em comunicado enviado para a Reuters, os comissários Jan Figel e Vladimir Spidla disseram que têm simpatia com a preocupação da Fifa, mas que "diferem sobre os meios de alcançar isso".   Continuação...