Alonso diz que motor padrão na F1 pode levá-lo à aposentadoria

terça-feira, 2 de dezembro de 2008 20:21 BRST
 

MADRI (Reuters) - O bicampeão de Fórmula 1 Fernando Alonso disse nesta terça-feira que pensará em se aposentar caso a categoria adote motores unificados a partir de 2010.

"Se eles aprovarem isso, seria a gota d'água. Seria a hora de pensar na aposentadoria", disse o espanhol a jornalistas após um evento beneficente organizado pelo patrocinador da Renault, a ING.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmou em outubro que pretende forçar as equipes a usar motores padrão a partir de 2010. A nova regra faria parte de uma estratégia de redução de custos.

A FIA também abriu um concurso para receber ofertas de fornecedores do motor, apesar de ter dito que essa é apenas uma de três opções que estão sendo estudadas.

A Toyota e a campeã Ferrari, que pode fazer parte do futuro de Alonso, já disseram que estudarão a saída da Fórmula 1 caso sejam obrigadas a usar o mesmo motor que as outras equipes.

Alonso, campeão com a Renault em 2005 e 2006, disse que a Fórmula 1 está caminhando para trás em termos técnicos com as mudanças recentes nas regras.

"Em 2005 nós tínhamos um motor V10 com mil cavalos de potência", falou. "Isso era empolgante para o piloto, automobilismo no limite."

"Saímos de uma era futurista para carros sem aderência ou ajudas eletrônicas, que parecem algo do passado."

Alonso ganhou duas corridas com a Renault neste ano. Com a ajuda dele, a equipe francesa se recuperou do fiasco no começo da temporada e terminou o ano em quarto lugar no Mundial de Construtores.

Em 2009, com a introdução dos pneus slick e do equipamento KERS, que aproveita a energia dos freios para dar um impulso extra ao carro, o espanhol disse que voltará a disputar o título.

"Eu não posso permitir a mim mesmo um início de campeonato sem pensar que vou para ganhar", afirmou. "Minha meta e a da minha equipe é o título. É um objetivo muito claro, mesmo que com as novidades do ano a gente tenha que se adaptar às circunstâncias."

 
<p>O piloto Fernando Alonso, levantando o trof&eacute;u do segundo lugar do GP do Brasil REUTERS/Sergio Moraes (BRAZIL)</p>