Vítima da crise, Honda confirma despedida da Fórmula 1

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 08:55 BRST
 

Por Alastair Himmer

TÓQUIO (Reuters) - A Honda causou nesta sexta-feira um duro golpe à Fórmula 1, ao anunciar oficialmente sua desistência imediata da categoria, devido à necessidade de cortar custos num cenário de crise econômica global.

A segunda maior fabricante japonesa de automóveis, enfrentando forte queda nas vendas, informou que não está mais disposta a investir meio bilhão de dólares por ano na equipe da Fórmula 1.

O executivo-chefe da Honda, Takeo Fukui, disse que uma volta ao automobilismo deve demorar, e que não há planos de continuar nem mesmo como fornecedora de motores.

"Essa decisão difícil foi tomada recentemente, à luz do ambiente operacional em rápida deterioração que o setor automobilístico global enfrenta", disse Fukui.

"A Honda deve proteger as suas atividades essenciais e garantir o longo prazo, já que incertezas generalizadas na economia do mundo continuam a crescer."

O fim da Honda terá impacto direto no futuro dos pilotos brasileiros Rubens Barrichello, Bruno Senna e Lucas di Grassi, que disputavam um lugar na equipe para a temporada 2009. O britânico Jenson Button, que já estava confirmado, também pode acabar sem emprego.

Neste ano, Fukui havia dito à Reuters que gastaria "1 trilhão de ienes" (cerca de 10 bilhões de dólares) caso isso garantisse uma Honda vitoriosa na F1. Agora, seu discurso mudou.

"A esta altura, não temos planos de voltar à F1. Não temos planos de fornecer motores para outras equipes. Não queremos estar metade dentro e metade fora do esporte", disse ele.   Continuação...

 
<p>Carro de Rubens Barrichello, que trabalhava para a Honda. A equipe decidiu deixar a Formula 1 por causa da crise REUTERS/Wolfgang Rattay/Files (GERMANY)</p>