F1 deve fazer redução drástica em custo de motores

terça-feira, 9 de dezembro de 2008 17:42 BRST
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - A Fórmula 1 deve aceitar planos radicais para adoção de um motor-padrão de baixo custo durante a reunião desta semana, em Mônaco, na qual as equipes e a Federação Internacional de Automobilismo tentam traçar uma estratégia de sobrevivência para a categoria.

Fontes da Fórmula 1 disseram à Reuters na terça-feira que cinco equipes, inclusive a ex-campeã Renault, manifestaram interesse pela proposta da FIA. A Renault não quis se pronunciar.

Um porta-voz da FIA afirmou que "desde a carta do presidente (Max Mosley, com detalhes sobre a proposta), na sexta-feira passada, houve uma resposta muito positiva das equipes da Fórmula 1 com relação às nossas propostas sobre motores".

"Seria porém inadequado comentar sobre a status de qualquer equipe individualmente ou dar quaisquer detalhes antecipados sobre a reunião de sexta-feira do Conselho Mundial do Automobilismo", disse o porta-voz.

Mosley e a Fota (associação de equipes) devem manter uma reunião preliminar na quarta-feira em Mônaco. Uma fonte disse que essas reuniões serão essenciais para o futuro de longo prazo da categoria, que na semana passada recebeu um golpe com a decisão da Honda de abandonar o próximo Mundial.

Mosley disse na semana passada que as equipes parecem estar "fazendo um esforço" para cortar custos, mas sugeriu que poderia haver medidas mais incisivas. "Não acho que haja dúvida agora de que há uma verdadeira sensação de urgência".

Ele disse que o ideal seria cortar 10 a 20 por cento dos custos atuais, e que o orçamento anual das equipes deveria cair para a casa de 40 milhões de dólares, contra os atuais 120 milhões para as equipes pequenas.

A FIA apresenta a opção de um conjunto mecânico (motor e câmbio) padronizado, sob responsabilidade dos fabricantes Cosworth, Xtrac e Ricardo Transmissions, a partir de 2010.

O Conselho Mundial do Automobilismo também vai discutir a proposta do dirigente Bernie Ecclestone para que o Mundial de Fórmula 1 seja decidido por um sistema de medalhas, igual nas Olimpíadas, e não mais por pontos. As equipes e a FIA não demonstraram entusiasmo pela idéia.