Custo de estádios para Copa de 2010 é afetado por moeda fraca

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 15:11 BRST
 

Por Paul Simão

JOANESBURGO (Reuters) - A África do Sul irá terminar a construção dos 10 estádios para a Copa do Mundo de 2010 a tempo, embora o custo agora seja mais alto do que o previsto anteriormente, em parte pela desvalorização da moeda local, o rand, disse uma autoridade nesta quarta-feira.

"Todos os estádios estarão completos, não há dúvidas sobre isso", disse Danny Jordaan, diretor executivo do comitê local de organização, em uma entrevista coletiva.

"Alguns dos materiais (de construção) serão comprados fora do país. Com o enfraquecimento do rand, haverá um aumento dos custos", disse, notando que o preço do petróleo adicionava outro elemento imprevisível para o processo.

Os organizadores locais estão preocupados com a manutenção do orçamento de estádios para que ela não saia do controle, além de buscarem fundos para completar o total requerido, para o qual o governo sul-africano já prometeu 1,4 bilhões de rands.

O rand mais fraco complicou as projeções de orçamento.

No último ano, a moeda local perdeu 30 por cento de seu valor em relação ao dólar norte-americano, e 24 por cento em relação ao euro. Na zona do euro estão os principais parceiros comerciais da África do Sul.

Jordaan também reagiu com sarcasmo à idéia de que a Fifa poderia mudar o local do torneio, que será a primeira Copa do Mundo no continente africano, para uma sede alternativa caso a África do Sul não consiga se preparar para o evento.

A perspectiva de que Brasil, Austrália ou Alemanha poderiam receber a competição na última hora ganhou força em 2007 quando as construções de estádios em nove cidades-sede estavam repletas de atrasos, complicações trabalhistas e problemas legais.

Jornalistas chamaram a idéia de "plano B", enfurecendo autoridades sul-africanas. "O plano B morreu", disse Jordaan.

A África do Sul espera 480.000 visitantes para a Copa do Mundo, que começa no dia 11 de junho de 2010, e espera que o torneio de um mês irá turbinar o turismo e os investimentos na economia mais rica da África.