COI precisa de realismo para sobrevier à crise, diz Rogge

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 19:51 BRST
 

Por Karolos Grohmann

LAUSANNE, Suíça (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) conseguirá suportar alguns golpes da crise financeira global, mas precisará ser realista e flexível, disse na quinta-feira o presidente da entidade, Jacques Rogge.

O COI recentemente rompeu uma parceria de meio século com a União Européia de Telecomunicações (EBU, na sigla em inglês), transferindo os direitos para as transmissões dos Jogos de 2014 (inverno) e 2016 (verão) para outros interessados que pagaram mais.

A entidade também decidiu adiar a negociação dos direitos de TV para os EUA dos Jogos de 2014 e 16, até que as condições financeiras permitam acordos mais vantajosos.

"O COI está em condições de resistir à tempestade, mas temos de ser realistas e flexíveis...e preparados para o que vier", disse Rogge a jornalistas no final de uma reunião do Comitê Executivo.

Sobre a retirada dos direitos de transmissão da EBU, Rogge disse que "o COI está fazendo exatamente o que a Uefa e a Fifa (entidades européia e mundial do futebol, respectivamente) estão fazendo, e talvez haja um novo panorama na Europa".

A respeito da negociação nos EUA, Rogge disse: "Podemos esperar o quanto for necessário, temos um grande colchão de tempo".

Para a transmissão dos Jogos de Vancouver-10 e Londres-12, os direitos de transmissão nos EUA foram vendidos por cerca de 2,2 bilhões de dólares.

Rogge não descartou que esse acordo só seja feito depois que estiver escolhida a sede dos Jogos de 2016. Caso a escolha recaia sobre Chicago, as redes norte-americanas estariam interessadas em pagar mais. Rio de Janeiro, Tóquio e Madri também são candidatas a cidade-sede. A decisão será em outubro de 2009.