Fórmula 1 reduz custos a partir de 2009

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008 15:29 BRST
 

MÔNACO (Reuters) - As equipes da Fórmula 1 terão uma redução de custos de quase um terço no próximo ano, dentro de um amplo pacote de medidas anunciado nesta sexta-feira para garantir o futuro da categoria em meio à crise global.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmou em comunicado que as equipes independentes assistirão a uma redução de metade dos custos dos motores em 2009. A partir de 2010, o fornecimento anual custará 5 milhões de euros.

Os testes serão extintos durante a temporada, ficando apenas as sessões de sexta-feira em cada Grande Prêmio.

A partir de 2010, o reabastecimento acabará, e as distâncias das corridas podem ser encurtadas.

A FIA estima que as novas medidas possam poupar o equivalente a 30 por cento do orçamento de 2008 nas equipes de propriedade de fábricas de automóveis. Nos times independentes, a economia pode ser ainda maior.

As medidas foram anunciadas após a crise na categoria. As fábricas de carros, que detêm metade das equipes, enfrentam queda acentuada nas vendas e nos preços de suas ações.

A Honda, que gastou centenas de milhões de dólares e não obteve quase nenhum resultado relevante, já anunciou a saída da categoria. A notícia gerou medo de que outra fabricante possa abandonar a Fórmula 1 antes do começo da temporada, na Austrália, em 29 de março.

O Conselho Mundial de Automoblismo da FIA, ao aprovar unanimemente as mudanças acertadas com as equipes, disse que o giro dos motores cairá para 18 mil rotações por minuto. Além disso, os motores terão que durar três corridas na próxima temporada, em vez de duas.

As equipes terão um limite de 20 motores por temporada, oito para cada piloto e quatro para testes -- cerca de metade do que usam atualmente.   Continuação...

 
<p>O piloto Fernando Alonso, da Renault, dirige seu carro durante sess&atilde;o de testes em Jerez, na Espanha. As equipes da F&oacute;rmula 1 ter&atilde;o uma redu&ccedil;&atilde;o de custos de quase um ter&ccedil;o no pr&oacute;ximo ano, dentro de um amplo pacote de medidas anunciado para garantir o futuro da categoria em meio &agrave; crise global. 11 de dezembro.REUTERS/Marcelo del Pozo</p>