20 de Dezembro de 2008 / às 18:35 / 9 anos atrás

"Ferrari tem tratamento especial na F1", diz Ecclestone

<p>O l&iacute;der m&aacute;ximo da F&oacute;rmula 1, Bernie Ecclestone, reagiu &agrave;s cr&iacute;ticas do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, detalhando quanto dinheiro a mais a equipe italiana recebeu no esporte em rela&ccedil;&atilde;o aos rivais.Alessandro Bianchi (ITALY) (Newscom TagID: rtrphotosthree796835) [Photo via Newscom]</p>

LONDRES (Reuters) - O líder máximo da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, reagiu às críticas do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, detalhando quanto dinheiro a mais a equipe italiana recebeu no esporte em relação aos rivais.

"A Ferrari obteve muito mais dinheiro do que todos os outros", disse o bilionário Ecclestone, de 78 anos, na edição deste sábado do jornal britânico The Times.

"Eles sabem exatamente o que obtiveram, não são bobos, embora também não sejam brilhantes," acrescentou Ecclestone.

"Quando eles venceram o Mundial dos Construtores, o que aconteceu este ano, eles conseguiram 80 milhões de dólares a mais do que a McLaren teria se tivesse vencido."

A Ferrari é a equipe mais glamurosa e bem-sucedida da modalidade e a única da Fórmula 1 que estava presente no início dos campeonatos mundiais em 1950.

Nunca foi segredo que a equipe que tem sua sede em Maranello (na Itália) recebe uma fatia maior dos rendimentos do esporte como reconhecimento de sua importância especial, mas antes nunca haviam sido dados números.

As declarações de Ecclestone foram feitas depois de Di Montezemolo ter dito que a Fórmula 1 não está sendo dirigida de modo transparente, normal, que a modalidade não precisava de um ditador e que as equipes deveriam obter fatias maiores dos rendimentos.

"A única coisa que ele não mencionou é o dinheiro extra que a Ferrari recebe acima de todas as outras equipes e todas as coisas extras que a Ferrari obtém há anos -- a 'ajuda geral' que se considera que eles tiveram na Fórmula 1", afirmou Ecclestone.

DESENTENDIMENTO

O britânico acrescentou que a Ferrari se beneficiou por ter firmado um novo acordo com ele depois de ter rompido com as outros construtores em 2003, quando eles ameaçavam deixar a competição.

"Eles (a Ferrari) foram a única equipe que rompeu com os outros fabricantes -- por que eles se desentenderam?", disse ele. "É aí que entram os 80 milhões de dólares."

Ecclestone sugeriu que a Ferrari poderia optar por dividir parte do dinheiro com as outras equipes em vez de buscar mais dele.

"O que ele (Montezemolo) deveria fazer, em vez de pedir mais dinheiro, considerando todo o dinheiro extra que a Ferrari obtém, seria reparti-lo com as outras equipes", afirmou ele.

Um porta-voz da Ferrari disse que a equipe não comentaria as críticas de Ecclestone.

"No entanto, o assunto dos rendimentos é da maior importância neste momento particular da Fórmula 1", acrescentou o representante da escuderia italiana.

Montezemolo também dirige a Associação das Equipes de Fórmula 1 (Fota, na sigla em inglês), que entrou em acordo sobre um pacote de medidas de cortes de custos com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para estabilizar o esporte diante da escassez de crédito.

Em seu último encontro, Fota e FIA também concordaram com a necessidade de se reunirem com Ecclestone para "discutir os rendimentos das equipes de Fórmula 1."

O presidente da FIA, Max Mosley, indicou que até 12 equipes deveriam obter pelo menos 50 milhões de dólares cada dos detentores de direitos comerciais para garantir grids completos e um campeonato salutar.

Reportagem de Alan Baldwin

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