Amauri pode dizer "não" às seleções do Brasil e da Itália

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009 14:08 BRST
 

ROMA (Reuters) - O atacante brasileiro Amauri, da Juventus, disse que poderia acabar com a controvérsia sobre jogar pela seleção brasileira ou pela italiana recusando qualquer convocação que receba.

Nascido no Brasil, Amauri iniciou gestões para obter um passaporte italiano e havia manifestado anteriormente o desejo de jogar pela atual seleção campeã do mundo, caso Dunga continue sem considerá-lo para a equipe brasileira.

Amauri, 28 anos, poderia jogar pela Itália quando receber o passaporte, já que nunca integrou a seleção brasileira. O atacante fez praticamente toda a sua carreira profissional na Itália.

O técnico da seleção "azzurra", Marcello Lippi, disse que poderia convocar Amauri quando o atacante estiver disponível, e Dunga comentou semana passada que tinha pensado em chamar o jogador da Juventus.

Amauri disse ao diário italiano La Repubblica que parece que deseja que Lippi e Dunga o disputem como em um leilão.

"Mas não é o caso e essa é a última vez que vou falar sobre o assunto. Não voltarei a abrir a boca até que receba uma convocação oficial de alguma das equipes, se isso acontecer", afirmou.

"Nesse caso, darei minha resposta, que poderia ser negativa", acrescentou. "Cheguei à Juventus por minhas próprias pernas, como um perfeito desconhecido. Isso significa que não necessito uma seleção."

No passado, Lippi expressou mal-estar pela falta de decisão de Amauri sobre que país representar, enquanto Inzaghi, atacante do Milan, disse esta semana que um lugar na seleção italiana não deveria ser encarado como uma simples "alternativa".

Amauri tem se destacado na Juventus desde que chegou a Turim, procedente do Palermo, antes do início da temporada. O atacante brasileiro marcou 11 gols na série A.

No dia 10 de fevereiro, as seleções do Brasil e da Itália disputarão um amistoso em Londres.

(Reportagem de Paul Virgo)

 
<p>O atacante brasileiro Amauri, da Juventus, disse que poderia acabar com a controv&eacute;rsia sobre jogar pela sele&ccedil;&atilde;o brasileira ou pela italiana recusando qualquer convoca&ccedil;&atilde;o que receba. REUTERS/Alessandro Bianchi</p>