Ancelotti diz que Milan seguirá em frente com ou sem Kaká

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 17:21 BRST
 

MILÃO (Reuters) - O Milan vai seguir em frente com ou sem Kaká, disse o técnico da equipe, Carlo Ancelotti, na sexta-feira.

O Manchester City está negociando uma possível transferência de Kaká com o Milan. Reportagens disseram que o clube inglês ofereceu pelo menos 100 milhões de euros pelo brasileiro.

Segundo a mídia local, dezenas de torcedores do Milan protestaram do lado de fora da sede do clube com cartazes e gritos contra a possível venda do meia-atacante.

"As negociações estão acontecendo. Espero treiná-lo no longo prazo. Mas, caso ele saia, nossos objetivos não mudam", disse Ancelotti em uma entrevista coletiva. "Nossa equipe continua competitiva mesmo se perdermos um grande jogador".

Kaká disse nesta semana que gostaria de "envelhecer" no Milan, mas o Manchester City parecia confiante de que poderá convencer o clube da Série A a vender o jogador de 26 anos.

"É uma decisão que terá de ser tomada pelo clube e pelo jogador", disse Ancelotti antes de colocar Kaká na lista de atletas que enfrentará a Fiorentina no sábado.

"O time está considerando a oferta apresentada. É normal que atribuam a ele grande importância, devido ao trabalho que ele desempenha no Milan".

O presidente-executivo do Milan, Adriano Galliani, se encontrou com representantes do City na terça-feira e a especulação da mídia tem sido grande, apesar das negociações não terem terminado ainda.

Apesar de não ter uma posição muito boa no Campeonato Inglês e não ser um time de peso na Inglaterra, que dirá na Europa, o City é atualmente o time mais rico do mundo, após ser comprado pelo Abu Dhabi United.

Ancelotti disse que o City merece fazer ofertas por grandes jogadores assim como qualquer outro time.

"Você não poderia imaginar isso há 20 anos. Grandes investidores estão entrando no ramo do futebol, portanto, é normal e correto considerar a oferta", afirmou.

 
<p>Kaka, do Milan, ap&oacute;s perder um gol contra o Catania, durante o campeonato italiano em Mil&atilde;o. REUTERS/Alessandro Garofalo</p>