"Novela" Kaká estimula o Milan, diz treinador

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 10:18 BRST
 

Por Paul Virgo

ROMA (Reuters) - O técnico Carlo Ancelotti acredita que o Milan vai entrar em campo mais aguerrido contra o Bologna, no domingo, depois de ter mantido no time o meia Kaká, apesar da agressiva oferta feita pelo Manchester City.

"Recomeçar em Bolonha depois do caso Kaká nos dá entusiasmo e uma carga diferente", disse Ancelotti ao site do clube (www.acmilan.com). Na quarta-feira, apesar de ter começado no banco, o brasileiro teve participação importante na vitória de 3 x 2 no amistoso contra o Hanover.

No sábado passado, a vitória de 1 x 0 sobre a Fiorentina no San Siro teve gosto de despedida. Os colegas fizeram fila para abraçar o brasileiro ao final da partida, e a torcida exibiu faixas e fez coros pedindo a permanência dele.

Neste fim de semana, fora de casa, o clima será muito diferente, já que durante a semana o jogador de 26 anos, considerado o melhor do mundo em 2007, decidiu que ficaria no Milan.

O capitão Paolo Maldini disse que a saída de Kaká afetaria as ambições do Milan para este ano. O clube está em terceiro lugar no Italiano, seis pontos atrás da líder e arquirrival Inter de Milão.

"Estamos todos realmente felizes", disse Maldini ao canal de TV do Milan. "Teria sido um golpe perder Ricardo (Kaká) depois de ter recuperado três pontos contra a Inter", acrescentou, referindo-se à vitória contra a Fiorentina, que diminuiu a diferença para os líderes.

"Não há jogadores comparáveis a Ricardo, que deu tanto ao time e pode realmente se tornar um símbolo do Milan."

Kaká ajudou o Milan a vencer o Italiano em 2003, na sua primeira temporada depois de deixar o São Paulo. Em 2007, foi o astro da conquista do sétimo título continental da equipe.

Para o próximo jogo, Ancelotti não poderá contar com Marek Jankulovski, suspenso. O Bologna está apenas em 16o lugar, mas é um time "traiçoeiro" e bateu o Milan por 2 x 1 em pleno San Siro na rodada de estreia.

 
<p>Kak&aacute; chegando ao est&aacute;dio para ficar no banco na partida contra o Hannover REUTERS/Christian Charisius (GERMANY)</p>