Técnico do Paraguai fica preocupado com falta de estádio no país

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 15:57 BRST
 

ASSUNÇÃO (Reuters) - O técnico da seleção paraguaia de futebol, Gerardo Martino, disse nesta quinta-feira que as chances de classificação de sua equipe para a Copa do Mundo de 2010 ficarão comprometidas se eles tiverem que jogar suas partidas das eliminatórias como mandantes para fora do país.

A realização das partidas na Argentina surgiu como uma alternativa após o fechamento do estádio Defensores del Chaco, onde o desmoronamento de uma rampa provocou a morte de dois policiais na noite de domingo.

O estádio em Assunção era o único do Paraguai habilitado pela Fifa para jogos das eliminatórias. A seleção deverá jogar seu próximo confronto como mandante contra o Chile, em junho, e não está certo se as reformas ficarão prontas a tempo.

"Há preocupação. Quando comecei a escutar que poderíamos jogar na Argentina e não em Assunção, parece comprometer a possibilidade de classificação jogando as oito partidas como visitante", disse Martino em uma entrevista coletiva.

"Necessitaremos do apoio de todos, provavelmente do governo, de todos os envolvidos, para que possamos de uma maneira ou de outra jogar no Paraguai", disse o diretor.

Segundo o técnico, as partidas poderiam ser disputadas no Defensores del Chaco, se o estádio for reformado a tempo, ou em outro estádio do Paraguai que seja readequado para seguir as normas da Fifa.

O Paraguai lidera as eliminatórias sul-americanas para o Mundial de 2010 com 23 pontos, com seis pontos de diferença para o Brasil, segundo colocado, e a sete da Argentina.

Na coletiva de imprensa, Martino divulgou a lista de convocados para o amistoso contra o Peru, em 11 de fevereiro, antes do retorno das eliminatórias, em março.

(Reportagem de Daniela Desantis)

 
<p>O t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o paraguaia de futebol, Gerardo Martino, disse nesta quinta-feira que as chances de classifica&ccedil;&atilde;o de sua equipe para a Copa do Mundo de 2010 ficar&atilde;o comprometidas se eles tiverem que jogar suas partidas das eliminat&oacute;rias como mandantes para fora do pa&iacute;s. REUTERS/Jorge Adorno (PARAGUAY)</p>