11 de Fevereiro de 2009 / às 12:45 / em 9 anos

Pego no antidoping, astro do beisebol permanece impune

<p>Jogador de beisebol do New York Yankees RAlex odriguez durante treinamento na Rep&uacute;blica Dominicana. REUTERS/Eduardo Munoz</p>

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - As punições ao nadador Michael Phelps e ao astro do beisebol Alex Rodriguez não são proporcionais a seus delitos, e isso gera dúvidas sobre a forma como os norte-americanos tratam seus ídolos esportivos em desgraça, segundo especialistas.

Phelps, fotografado em uma festa fumando maconha (droga que afeta negativamente o desempenho esportivo) foi suspenso por três meses das competições. Já Rodriguez, que durante três anos usou drogas para melhorar seu desempenho, não sofreu outras penalidades além de uma desconfortável entrevista televisiva.

Phelps, 23 anos, é o maior atleta olímpico da história, depois de conquistar oito medalhas de ouro na Olimpíada de Pequim-2008. Por causa do uso de maconha, perdeu o patrocínio da fábrica de alimentos Kellogg, e recebeu uma suspensão de três meses da USA Swimming (entidade que comanda a natação nos EUA). Outros patrocinadores, como Omega, Visa, Subway e Hilton, continuaram com Phelps.

Rodriguez, 33 anos, jogador mais bem pago do beisebol, admitiu na segunda-feira à ESPN que usou uma substância proibida entre 2001 e 2003, confirmando informação da revista Sports Illustrated de que ele teria tido um resultado positivo para testosterona e o anabolizante Primobolan em 2003.

O jogador ficou impune porque, na época do doping, a Major League (entidade do beisebol nos EUA) não punia atletas que usavam esteroides anabolizantes.

“Deveríamos deixar Michael Phelps em paz. É um garoto, então cometeu um erro. Ele admitiu imediatamente -- ao contrário de ‘A-Rod’, que passou anos mentindo a esse respeito”, disse Deborah Cohn professora de marketing do Touro College, de Nova York.

Rodriguez, do Yankees, de Nova York, está prestes a quebrar seu recorde de home runs na carreira. Dono de um salário anual de 27 milhões de dólares e com uma vida pessoal turbulenta, “A-Rod”, como é chamado, é um prato cheio para os tabloides.

Até agora, nenhum patrocinador o abandonou, mas especialistas em marketing dizem que isso ainda pode ocorrer. E, o que seria mais grave para um jogador de beisebol da sua categoria, ele pode ser vetado no Hall da Fama do esporte quando se aposentar.

Em seu site, Rodriguez cita Nike, Rawlings, Topss e Oasys Mobile como seus “parceiros corporativos”.

“Se pararmos a imagem agora, pareceria que A-Rod se safou. Mas (o escândalo) tem só dois dias. Tem de afetar suas possibilidades de patrocínio”, disse Michael Josephson, fundador e presidente do instituto que leva seu sobrenome e promete a ética no esporte e na sociedade.

“As pessoas não têm uma ideia horrível da natação porque um jovem nadador fumou maconha. É diferente com A-Rod. O impacto atinge o núcleo da integridade do esporte. Ninguém tem força moral para dizer ‘não’?”, afirmou.

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