13 de Fevereiro de 2009 / às 18:44 / em 9 anos

Rio aproveita Pan e planos da Copa para tentar sediar Olimpíada

<p>Prefeito do Rio, Eduardo Paes, e governador do Estado, S&eacute;rgio Cabral, posam ao lado de atletas, ex-atletas e dirigentes ap&oacute;s apresenta&ccedil;&atilde;o da candidatura do Rio para os Jogos Ol&iacute;mpicos de 2016. REUTERS/Divulga&ccedil;&atilde;o/Carlos Magno</p>

Por Pedro Fonseca

RIO (Reuters) - Apoiado no Pan-2007 e na realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o Rio de Janeiro apresentou, nesta sexta-feira, os detalhes de sua proposta para receber os Jogos Olímpicos de 2016, com custo previsto de quase 30 bilhões de reais e vários desafios à frente para cumprir suas promessas.

A cidade, que tenta trazer as Olimpíadas para a América do Sul pela primeira vez na história, compete com Chicago, Tóquio e Madri numa disputa considerada a mais equilibrada dos últimos tempos. O anúncio da vencedora feito pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) será no dia 2 de outubro, em Copenhague.

Apesar de afirmar que 34 por cento das obras de preparação já estão em execução -- incluídas no Programa de Aceleração de Crescimento do governo federal -- alguns projetos que eram previstos para o Pan e não foram realizados voltam a fazer parte da proposta olímpica, incluindo ampliações no sistema de transportes e as obras de adequação da Marina da Glória, sede da vela, e do estádio de remo da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Um empecilho será em relação ao autódromo de Jacarepaguá, que daria espaço à grande parte das instalações esportivas previstas para serem construídas em caso de vitória do Rio. Um acordo judicial determina, no entanto, que o autódromo só pode ser desativado se um outro for construído na cidade.

O orçamento preliminar foi estipulado em 28,8 milhões de reais, dos quais quase 25 milhões saindo dos cofres públicos. Segundo as autoridades, um total de 69 por cento das obras está previsto para ser executado independentemente da realização dos Jogos na cidade, o que diminuiria o investimento específico para a Olimpíada.

“Esses são investimentos que a cidade do Rio de Janeiro precisa há muito tempo, são investimentos que todo cidadão carioca quer que aconteça na cidade”, disse o prefeito Eduardo Paes na apresentação do projeto, que foi entregue esta semana ao COI na Suíça.

“SIM, NÓS PODEMOS”

Assim como no Pan de 2007, cuja realização bem sucedida é um dos trunfos do Rio para convencer os membros do COI a escolher a cidade, a Barra da Tijuca seria o bairro com maior concentração de eventos da Olimpíada, aproveitando o parque aquático, a arena esportiva e o velódromo de ciclismo que foram utilizados no Pan.

O Maracanã, que passará por reformas para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, é outro ponto exaltado pelos organizadores. O estádio seria palco das cerimônias de abertura e encerramento, além de receber as provas finais de futebol.

O Mundial da Fifa também ajudaria na escolha das outras quatro cidades que receberiam jogos de futebol. Inicialmente, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília foram as escolhidas, mas pode haver mudanças depois que a Fifa oficilizar quais cidades receberão partidas do Mundial.

Mas também há desafios. Duas questões exigidas com bastante rigor pelo COI são problemáticas para a cidade: meio ambiente e transporte. Para a questão do trânsito, foram apresentados projetos de três novas linhas de ônibus expresso, além de contar com uma ampliação do metrô que está em andamento. No entanto, propostas de melhorar o transporte antes do Pan não foram levadas a cabo.

Na questão ambiental, a prioridade é a despoluição das lagoas de Jacarepaguá -- próximas à Vila Olímpica -- e da Baía de Guanabara, onde acontecerão as provas de vela. Projetos semelhantes feitas antes do Pan também não foram cumpridos.

Nada disso, no entanto, tirou a animação dos defensores da proposta.

“Sim, nos podemos”, disse o governador Sérgio Cabral, repetindo o slogan da campanha vitoriosa do presidente dos EUA, Barack Obama -- que é cabo-eleitoral de Chicago, seu berço político.

“Tenho certeza que Tóquio, Madri e Chicago estão preparadas para fazer os Jogos Olímpicos. A diferença é que dessa vez nos estamos preparados pela primeira vez na história.”

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