14 de Fevereiro de 2009 / às 15:06 / 9 anos atrás

Ecclestone trabalha para salvar a Honda na F1

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - O chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, disse que irá fazer tudo o que puder para manter a equipe Honda no grid de largada depois que a montadora japonesa desistiu da categoria em dezembro.

Ross Brawn, diretor do time, e Nick Fry, chefe-executivo, estão procurando por novos donos, embora o cenário mais provável para o time é que seus sócios assumam o controle.

Ecclestone afirmou que se mantém confiante de que a equipe, com um novo nome, conseguirá fazer parte da corrida de abertura da temporada no dia 29 de março, na Austrália.

“Temos conversado com eles (os administradores) que, independentemente do que aconteça, gostaríamos de ver uma equipe de Fórmula 1 permanecer nos negócios”, comentou Ecclestone neste sábado ao site da Times (WWW.timesonline.co.uk).

Perguntado se poderia assumir um compromisso financeiro para ajudar a equipe a lutar por sua sobrevivência, ele acrescentou: “Eu preferia não falar sobre isso, mas vamos fazer o que for preciso para tornar isso realidade”.

“Eu não sei se poderíamos nos envolver legalmente - provavelmente não poderíamos”, comentou.

“A comissão deve definir isso porque controlamos os direitos comerciais e não deveríamos fazer parte disso. Não sei nesse momento, mas há a possibilidade de se fazer empréstimos ou algo do tipo.”

O britânico Jenson Button e o brasileiro Bruno Senna, sobrinho do tricampeão Ayrton, devem ser os pilotos se o time conseguir competir em Melbourne.

MOTORES MERCEDES

O novo time precisará de um novo fornecedor de motores, já que a Honda afirmou em dezembro que estava se retirando completamente da categoria, mas a Mercedes, parceira da McLaren, está disposta a fornecer os seus motores.

“Nós oferecemos o que podemos em ajuda e assistência pelo interesse do esporte como um todo e a solidariedade da Associação das Equipes de Fórmula 1 para ajudar o time da Honda a permanecer na categoria”, afirmou Martin Whitmarsh, chefe-executivo da McLaren, ao The Guardian.

O jornal acrescentou, entretanto, que a administração atual da Honda ainda teria de convencer a Mercedes de que poderiam pagar 10,33 milhões de dólares pelo fornecimento anual de motores e teriam apenas dez dias para fazê-lo.

A Mercedes também queria ter certeza de que a nova identidade da equipe e seus patrocinadores não comprometeriam sua marca, completou o jornal.

Senna deve trazer o patrocínio da brasileira Petrobras, que foi parceira da Williams por alguns anos, e a companhia telefônica Embratel.

O brasileiro foi o vice-campeão da GP2 na temporada passada, mas tem um longo e difícil caminho pela frente se for confirmado, com o time, provavelmente, não fazendo nenhum teste antes da primeira corrida, ainda mais com a temporada começando com novas regras.

A Honda foi a equipe que mais investiu no ano passado, gastando cerca de 300 milhões de dólares numa equipe que marcou apenas 14 pontos em 18 corridas e terminou em nono na classificação geral.

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