Platini, da Uefa, quer limitar gastos de clubes europeus

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 10:28 BRT
 

Por Darren Ennis

BRUXELAS (Reuters) - O presidente da Uefa, Michel Platini, disse na quarta-feira ao Parlamento Europeu que o futebol do continente pode "implodir financeiramente" se não adotar seu plano para limitar os valores de transferências e salários.

Neste mês, a Associação Europeia de Clubes, que representa 137 equipes importantes, como Manchester United e Real Madrid, rejeitou a proposta de tetos salariais. A Premier League (liga inglesa) também disse ser contra qualquer regulamentação financeira de âmbito continental.

Mas Platini afirmou que a omissão colocaria o futebol europeu "em perigo", já que o mundo vive sua pior crise financeira em quase 80 anos.

"Os clubes europeus estão atualmente nos dizendo que nosso sistema está em perigo de implodir financeiramente em médio prazo", disse o ex-craque francês no seu discurso ao Parlamento Europeu em Bruxelas.

"Estamos atualmente examinando a ideia de limitar, até certo grau, os gastos de um clube com funcionários -- salários e taxas de transferência combinadas -- até um percentual ainda não-decidido do seu faturamento esportivo direto e indireto", afirmou Platini.

Fontes da Uefa disseram à Reuters que, pelo plano de Platini, os clubes poderiam gastar algo entre 46 e 63 por cento do seu faturamento em salários e na aquisição de jogadores.

Mas esse faturamento seria calculado apenas com base na venda de ingressos, patrocínios, merchandising e direitos de TV. Não incluiria investimentos financeiros por parte dos donos ou acionistas.

"Nos últimos 15 ou 20 anos, cansamos de ouvir que não há necessidade de regulamentar, que o mercado se regulamenta perfeitamente, que os excessos e desequilíbrios irão desaparecer por conta própria", disse Platini.   Continuação...

 
<p>Presidente da UEFA Michel Platini no Parlamento Europeu em Bruxelas. Platini disse que o futebol no continente pode "implodir financeiramente" se suas medidas n&atilde;o forem adotadas. REUTERS/Yves Herman (BELGIUM)</p>