3 de Março de 2009 / às 19:42 / 9 anos atrás

Após ataque, Paquistão pode perder jogos do Mundial de críquete

<p>Diretor-executivo da Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Cr&iacute;quete (ICC), Haroon Lorgat, disse em entrevista coletiva em Londres, nesta ter&ccedil;a-feira, que o futuro do Paquist&atilde;o como co-anfitri&atilde;o da Copa do Mundo de cr&iacute;quete em 2011 est&aacute; em xeque ap&oacute;s ataque contra a sele&ccedil;&atilde;o do Sri Lanka, em Lahore. Ao fundo, o presidente da entidade, David Morgan. REUTERS/Andrew Winning (BRITAIN)</p>

Por Martyn Herman

LONDRES (Reuters) - O papel do Paquistão como co-anfitrião da Copa do Mundo de críquete em 2011 está em xeque, depois que a federação internacional de críquete afirmou ser improvável que o país organize jogos internacionais no futuro próximo devido ao ataque contra a seleção do Sri Lanka, nesta terça-feira, em Lahore.

“É difícil vislumbrar um torneio internacional de críquete sendo jogado no Paquistão no futuro próximo,” disse o diretor-executivo da federação ICC (na sigla em inglês), Haroon Lorgat, ao lado do presidente da entidade, David Morgan.

Lorgat disse que o organismo que dirige o esporte analisará novamente se o Paquistão poderá co-hospedar a Copa do Mundo na próxima reunião do conselho da entidade, em abril. O Paquistão deveria ser palco de 14 partidas.

“Será um desafio para nós estarmos certos de que o Paquistão será um local seguro”, disse.

A Copa do Mundo de 2011 deveria acontecer no Paquistão, na Índia, no Sri Lanka e em Bangladesh.

Uma dezena de homens armados atacou o ônibus da seleção do Sri Lanka, ferindo seis jogadores e um técnico britânico, e matando ao menos oito paquistaneses, enquanto a equipe seguia para o estádio Gaddafi para o terceiro dia de um jogo teste contra o Paquistão, disseram autoridades.

Morgan descreveu o ataque como chocante e disse que a segurança da Copa do Mundo é de extrema importância. “O conselho terá de refletir com muito cuidado sobre o papel do Paquistão no evento”, disse ele sobre a Copa do Mundo de 2011.

“A situação no Paquistão é tal que não deve se esperar que equipes viajem para lá no futuro imediato”, disse.

“Em diversas ocasiões nos disseram que os jogadores de críquete não seriam alvejados no Paquistão, mas os acontecimentos desta manhã provaram que isso estava muito incorreto.”

Lorgat aconselhou o Paquistão a por enquanto disputar suas partidas em locais neutros. Morgan disse esperar que os problemas de segurança no país não durem muito tempo.

“O críquete deve e precisa continuar, os jogadores de críquete vão querer que o jogo prossiga”, afirmou Morgan, acrescentando que outros esportes ficariam muito preocupados com eventos em Lahore.

“A situação no Paquistão é de que haverá uma grande relutância dos jogadores de críquete em irem para lá, mas não devemos acreditar que o Paquistão permanecerá inseguro para todo o sempre.”

“Você só precisa se lembrar de 2005 e os ataques em Londres pouco antes de um torneio. Alguns jogadores australianos queriam voltar para casa, mas foram convencidos a ficar.”

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