Após ataque, Paquistão pode perder jogos do Mundial de críquete

terça-feira, 3 de março de 2009 16:37 BRT
 

Por Martyn Herman

LONDRES (Reuters) - O papel do Paquistão como co-anfitrião da Copa do Mundo de críquete em 2011 está em xeque, depois que a federação internacional de críquete afirmou ser improvável que o país organize jogos internacionais no futuro próximo devido ao ataque contra a seleção do Sri Lanka, nesta terça-feira, em Lahore.

"É difícil vislumbrar um torneio internacional de críquete sendo jogado no Paquistão no futuro próximo," disse o diretor-executivo da federação ICC (na sigla em inglês), Haroon Lorgat, ao lado do presidente da entidade, David Morgan.

Lorgat disse que o organismo que dirige o esporte analisará novamente se o Paquistão poderá co-hospedar a Copa do Mundo na próxima reunião do conselho da entidade, em abril. O Paquistão deveria ser palco de 14 partidas.

"Será um desafio para nós estarmos certos de que o Paquistão será um local seguro", disse.

A Copa do Mundo de 2011 deveria acontecer no Paquistão, na Índia, no Sri Lanka e em Bangladesh.

Uma dezena de homens armados atacou o ônibus da seleção do Sri Lanka, ferindo seis jogadores e um técnico britânico, e matando ao menos oito paquistaneses, enquanto a equipe seguia para o estádio Gaddafi para o terceiro dia de um jogo teste contra o Paquistão, disseram autoridades.

Morgan descreveu o ataque como chocante e disse que a segurança da Copa do Mundo é de extrema importância. "O conselho terá de refletir com muito cuidado sobre o papel do Paquistão no evento", disse ele sobre a Copa do Mundo de 2011.

"A situação no Paquistão é tal que não deve se esperar que equipes viajem para lá no futuro imediato", disse.   Continuação...

 
<p>Diretor-executivo da Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Cr&iacute;quete (ICC), Haroon Lorgat, disse em entrevista coletiva em Londres, nesta ter&ccedil;a-feira, que o futuro do Paquist&atilde;o como co-anfitri&atilde;o da Copa do Mundo de cr&iacute;quete em 2011 est&aacute; em xeque ap&oacute;s ataque contra a sele&ccedil;&atilde;o do Sri Lanka, em Lahore. Ao fundo, o presidente da entidade, David Morgan. REUTERS/Andrew Winning (BRITAIN)</p>