Brawn diz que não teve outra saída a não ser comprar a Honda

terça-feira, 10 de março de 2009 16:57 BRT
 

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - O novo dono da Honda, Ross Brawn, disse nesta terça-feira não ter hesitado em assumir o controle da escuderia de Fórmula 1 porque, de outra forma, ela seria fechada, causando a perda de centenas de empregos.

"Para ser franco, não havia outra opção", disse o britânico a repórteres durante o segundo dia de testes do novo carro da equipe Brawn, com motor Mercedes, em Barcelona.

"Se o grupo executivo, porque não sou só eu, não tivesse assumido essa tarefa, não haveria time algum. Então toda a equipe se faria desnecessária".

"Não foi uma escolha difícil neste aspecto. As coisas podem dar errado, mas estamos otimistas e se nós pudermos melhorar a performance do carro, e o carro parecer bom, então acho que o time tem um futuro", acrescentou.

A Honda, a segunda maior montadora do Japão, anunciou em dezembro sua saída da Fórmula 1 devido à crise no crédito. Eles empregavam cerca de 700 pessoas em sua unidade em Brackley, na Inglaterra.

Brawn disse que houve alguns "dias bem negros na tentativa de manter o time vivo" mas que a maioria dos empregos serão mantidos.

"É justo dizer que teremos que analisar o tamanho da equipe porque passamos de uma montadora para um dono privado", ele disse.

"Não será um processo fácil mas eu acho que todos na equipe entendem a situação para a sobrevivência da equipe."

Brown disse que a equipe tem um orçamento assegurado para esta temporada mas que agora necessita planejar no longo prazo e encontrar patrocinadores e parceiros.

O piloto brasileiro Rubens Barrichello correu 111 voltas e foi o terceiro mais rápido na terça-feira, após a surpreendente sessão de seu companheiro de equipe, Jenson Button, na segunda-feira, quando o britânico terminou o dia em quarto lugar.

 
<p>Ross Brawn durante testes em Barcelona, na segunda-feira. O nome diretor da Brawn GP, ex-Honda, disse que n&atilde;o teve outra sa&iacute;da a n&atilde;o ser comprar Honda. REUTERS/Albert Gea</p>