Dunga espera apoio da torcida gaúcha; Miranda volta à seleção

quinta-feira, 12 de março de 2009 18:11 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Vaiado e criticado pela torcida nos dois últimos jogos em casa pelas eliminatórias, quando o Brasil não conseguiu vencer Colômbia e Bolívia no Maracanã, o técnico Dunga espera receber o apoio dos conterrâneos gaúchos no jogo do próximo mês contra o Peru, em Porto Alegre.

A partida de 1o de abril no estádio Beira Rio será a primeira vez do treinador dirigindo a seleção brasileira no palco onde foi revelado como jogador pelo Internacional.

"O Rio Grande do Sul sempre apoiou. A seleção já jogou lá em situação difícil. Espero que o apoio não seja diferente dessa vez", disse Dunga a jornalistas, nesta quinta-feira, após anunciar a lista de 22 convocados para o jogo com o Peru e a partida de 29 de março contra Equador.

Numa lista sem surpresas, Dunga chamou o zagueiro Miranda, do São Paulo, para a vaga do titular Juan, que está machucado. O volante Felipe Mello, da Fiorentina, que foi titular logo em sua primeira partida pelo Brasil, na vitória por 2 x 0 sobre a Itália no mês passado, foi mantido entre os convocados.

A seleção, que está em segundo lugar nas eliminatórias, seis pontos atrás do líder Paraguai, vai a Quito para enfrentar o Equador antes da partida em casa contra o Peru.

Nos últimos três jogos fora de casa contra o Equador pelas eliminatórias, o Brasil perdeu duas vez e empatou uma. Para Dunga , a dificuldade de jogar na altitude pode ser uma das explicações para a falta de vitórias.

"O local da partida, o transtorno para se chegar no local do jogo, acabam por desviar a atenção", afirmou o treinador, cuja equipe só deve chegar a Quito no dia da partida contra o Equador para evitar os efeitos da altitude.

Sobre a ausência de novidades na lista, o técnico defendeu que manter a base da equipe que venceu os amistosos contra Itália e Portugal nos dois últimos jogos é importante devido à falta de tempo para se treinar.

"Temos que dar continuidade ao trabalho. Precisamos de uma sequência porque não temos muito tempo para treinar. Não pode mudar toda hora, senão não cria grupo. É interessante dar sequência para se criar um bom ambiente", afirmou.   Continuação...

 
<p>Zagueiro Miranda, do S&atilde;o Paulo, em partida da equipe em 2007. 12/03/2009. REUTERS/Paulo Whitaker</p>