Fifa vai insistir em regra para diminuir jogadores estrangeiros

sexta-feira, 20 de março de 2009 16:38 BRT
 

ZURIQUE (Reuters) - A Fifa seguirá com planos para diminuir o número de jogadores estrangeiros nos clubes após estudos mostrarem que a ideia é compatível com as leis europeias.

A proposta 6+5, na qual os clubes teriam que escalar ao menos seis jogadores aptos a defender a seleção nacional do clube em questão, foi paralisada após chefes da União Europeia dizerem que a sugestão viola as rigorosas regras do bloco sobre o livre movimento de trabalhadores.

No entanto, um estudo legal conduzido pelo Instituto para Assuntos Europeus deu esperança à Fifa.

"Ao menos com o estudo podemos dizer que a nossa proposta não é incompatível com a lei europeia", disse a repórteres o presidente da Fifa, Joseph Blatter, nesta sexta-feira, após se reunir com o comitê executivo do órgão regulador do futebol mundial.

"Você pode imaginar o que aconteceria se todas as entidades políticas no mundo... fizessem a mesma intervenção nos esportes como a UE? Não haveria esportes internacionais".

Mesmo que a ideia 6+5 seja derrotada no final, Blatter afirmou que a batalha para a sua adoção terá benefícios adicionais.

"A autonomia do esporte, este é o objetivo. O objetivo não é o 6+5. Você já pode ver isso mais e mais -- jogadores locais jogando por clubes locais", afirmou.

Além de criticar a UE, a Fifa está em conflito com a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) a respeito de uma regra sobre o paradeiro dos atletas para que se realizem exames antidoping fora de competição.

De acordo com as novas exigências, os atletas têm que informar à autoridade antidoping de seu país onde estarão disponíveis por uma hora todos os dias.   Continuação...