Superlicenças para a F1 ficam mais baratas em 2010

segunda-feira, 23 de março de 2009 20:46 BRT
 

Por Alan Baldwin

MELBOURNE (Reuters) - Os pilotos da Fórmula 1 terão de pagar menos para obter suas licenças especiais a partir do ano que vem, segundo decisão tomada numa reunião na segunda-feira, destinada a resolver pendências antes do início da temporada de 2009.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) disse, a quatro dias dos primeiros treinos livres oficiais do ano, na Austrália, que os representantes da GPDA (associação de pilotos) tiveram uma reunião "muito positiva" com o presidente da FIA, Max Mosley.

A entidade afirmou que a proposta agora será levada ao Conselho Esportivo da federação, que revisará a taxa a ser paga pelos participantes do Mundial de 2010.

"Uma taxa reduzida refletiria a grande redução de custos que será trazida para o esporte para a próxima temporada", disse a nota da FIA, sem entrar em detalhes financeiros.

Parte das reduções orçamentárias citadas virá por meio da nova regra pela qual as equipes que aceitarem limitar seus custos anuais a 30 milhões de libras (43,75 milhões de dólares) receberão em troca maior liberdade técnica.

Os salários dos pilotos também serão afetados, já que eles serão incluídos na eventual limitação orçamentária.

A GPDA acusou a FIA no começo do ano de usar os pilotos como fonte de renda para cobrir os buracos em seu orçamento, uma vez que cada superlicença custa centenas de milhares de dólares.

O britânico Lewis Hamilton, que não é filiado à GPDA, terá de pagar cerca de 270 mil dólares pela superlicença neste ano, sob um sistema que leva em conta a pontuação prévia. Estima-se que o atual campeão mundial, da McLaren, tenha um rendimento anual de dezenas de milhões de dólares.