Concorrentes a Jogos de 2016 alegam que crise não afeta projetos

quinta-feira, 26 de março de 2009 11:35 BRT
 

Por Steve Keating

DENVER (Reuters) - As quatro cidades que disputam o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016 insistem que a crise financeira global está tendo pouco impacto em seus projetos de organizar um dos maiores eventos esportivos do mundo.

Rio de Janeiro, Chicago, Madri e Tóquio, que se preparam para realizar importantes apresentações para o Comitê Olímpico Internacional (COI) e autoridades esportivas que estão reunidas na convenção SportAccord, em Denver, prometeram levar adiante a tarefa de realizar os Jogos, independente dos problemas financeiros no mundo.

A concorrente brasileira estabeleceu seu orçamento esportivo em 2,8 bilhões de dólares, mas, mesmo com o legado dos Jogos Pan-Americanos de 2007, terá de injetar outros bilhões em projetos de infraestrutura.

"Reconhecemos que o mundo passa por tempos muito difíceis, mas estamos felizes que, no Brasil, nossa economia permanece forte," afirmou o secretário-geral da candidatura, Carlos Roberto Osório.

Um trunfo da cidade é o fato de o Brasil já ter sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014, o que adiantaria alguns projetos necessários para os Jogos Olímpicos.

"Realizar os dois eventos, por que não? O México o fez em 1968 e 70, a Alemanha em 72 e 74 e os Estados Unidos em 94 e 96. Queremos fazer o mesmo", disse Osório.

Chicago estabeleceu seu orçamento operacional em 3,8 bilhões de dólares, com outros 1,1 bilhão para a construção de instalações, como a Vila Olímpica.

O prefeito Richard Daley afirmou que não serão usados recursos da cidade nos Jogos, mas disse que destacará 500 milhões de dólares de garantia contra déficits operacionais.   Continuação...