29 de Março de 2009 / às 13:34 / 8 anos atrás

Button e Barrichello levam Brawn GP a estreia dos sonhos na F1

<p>Pilotos da Brawn GP Jenson Button e Rubens Barrichello comemorando o primeiro e o segundo lugar respectivamente no Grande Pr&ecirc;mio de F1 da Austr&aacute;lia, em Melbourne.REUTERS/Mick Tsikas</p>

Por Alan Baldwin

MELBOURNE (Reuters) - Jenson Button e Rubens Barrichello deram à Brawn GP uma surpreendente dobradinha no Grande Prêmio da Austrália deste domingo, a estreia mais bem-sucedida de uma equipe de F1 em 55 anos.

O britânico de 29 anos, desdenhado por alguns como piloto de fama e salário exagerados após duas temporadas medíocres na Honda, concretizou uma volta por cima espetacular que deixou o proprietário da equipe, Ross Brawn, sem palavras.

O brasileiro e companheiro de equipe Rubens Barrichello largou e terminou em segundo, mesmo após fazer uma péssima largada ao apertar um botão que impede o carro de morrer e cair para a sétima posição. Ele foi ajudado pela colisão entre a Red Bull de Sebastian Vettel e a BMW-Sauber de Robert Kubica, que saíram da pista enquanto disputavam a segunda colocação a três voltas do final.

O safety car entrou no circuito e ali permaneceu até a curva final da corrida.

O campeão mundial Lewis Hamilton, da McLaren, que largou em último por culpa de graves problemas no câmbio durante os treinos classificatórios, mostrou seu espírito combativo chegando à terceira colocação, enquanto as Ferraris de Felipe Massa e Kimi Raikkonen sequer concluíram a prova.

“Não foi minha melhor corrida, mas ainda assim venci”, disse Button. “Esta vitória é para a equipe e para mim. É isso que me importa, não preciso chutar a canela de ninguém por causa de comentários passados.”

Nenhum time de F1 havia vencido em sua estréia desde a Wolf em 1977, e a última escuderia a assegurar os dois primeiros lugares no pódio na primeira corrida foi a Mercedes, atual fornecedora dos motores da Brawn, em 1954.

Cinqüenta anos mais tarde, Button e Barrichello seguiram os passos do grande campeão argentino Juan Manuel Fangio -- ídolo de Ayrton Senna -- e do alemão Karl Kling.

SEM PALAVRAS

Button liderou da largada à bandeira quadriculada apesar das duas entradas do safety car, obtendo sua primeira vitória desde o GP da Hungria em 2006 e marcando mais pontos em um dia do que em dois anos na Honda.

A vitória marcou uma virada notável para uma equipe que lutava pela sua sobrevivência na categoria no início desde ano, depois que a Honda se retirou da F1.

Com Barrichello na quarta colocação, a dobradinha parecia um sonho impossível até Kubica tentar ultrapassar Vettel pelo lado de fora, sendo atingido pela Red Bull do concorrente.

Brawn ficou espantado com o resultado.

“Ross não fica sem palavras com freqüência”, disse Button. “Mas nos quinze minutos finais eu ficaria surpreso se ele dissesse alguma coisa. O urso ficou mudo.”

A primeira corrida de uma F1 reformulada, com regulamentos de aerodinâmica radicalmente alterados, pneus lisos e o novo sistema KERS de recuperação de energia, virou o grid de largada de ponta-cabeça e abalou o ‘status quo’ da categoria, como muitos haviam previsto.

O italiano Jarno Trulli, que largou em 19o dos boxes com sua Toyota, terminou em terceiro, mas foi punido e caiu para 12o depois que os fiscais apontaram uma ultrapassagem irregular sobre Hamilton.

“Marcamos muito mais pontos do que poderíamos esperar,” disse Hamilton. “Eu esperava conseguir um ponto, então ficar com seis é um grande feito.”

“Eu espremi tudo que o carro podia me dar, fiz uma de minha melhores corridas, dei o máximo de mim. Estou muito satisfeito.”

O alemão Timo Glock, que largou atrás de Trulli nos boxes depois que a Toyota foi desclassificada nos treinos por usar um aerofólio traseiro ilegal, foi catapultado à quarta colocação, adiante da Renault de Fernando Alonso e da Williams de Nico Rosberg.

A Red Bull recebeu uma multa de U$50 mil e Vettel vai perder dez posições no grid de largada na próxima corrida na Malásia por causar o acidente com Kubica.

Veja o resultado completo da corrida:

1. Jenson Button (Grã-Bretanha) Brawn - Mercedes

2. Rubens Barrichello (Brasil) Brawn - Mercedes

3. Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) McLaren

4. Timo Glock (Alemanha) Toyota

5. Fernando Alonso (Espanha) Renault

6. Nico Rosberg (Alemanha) Williams - Toyota

7. Sebastien Buemi (Suíça) Toro Rosso - Ferrari

8. Sebastien Bourdais (França) Toro Rosso - Ferrari

9. Adrian Sutil (Alemanha) Force India - Mercedes

10. Nick Heidfeld (Alemanha) BMW Sauber

11. Giancarlo Fisichella (Itália) Force India - Mercedes

12. Jarno Trulli (Itália) Toyota *

13. Mark Webber (Austrália) RedBull - Renault

14. Sebastian Vettel (Alemanha) RedBull - Renault

15. Robert Kubica (Polônia) BMW Sauber

16. Kimi Raikkonen (Finlândia) Ferrari

Não concluíram

Felipe Massa (Brasil) Ferrari

Nelson Piquet (Brasil) Renault

Kazuki Nakajima (Japão) Williams - Toyota

Heikki Kovalainen (Finlândia) McLaren

Volta mais rápida: Nico Rosberg, 1:27.706, volta 48.

* Foi punido com acréscimo de 25 segundos no tempo final

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