Fifa exige investigação sobre tragédia em estádio de Abidjan

segunda-feira, 30 de março de 2009 10:57 BRT
 

Por Mark Gleeson

JOHANESBURGO (Reuters) - A Fifa determinou uma investigação sobre o tumulto que matou pelo menos 19 pessoas e feriu outras 132 antes da partida entre Costa do Marfim e Malauí, pelas eliminatórias africanas para a Copa de 2010, no domingo.

Em uma breve nota divulgada nesta segunda-feira, a Fifa diz ter exigido um relatório completo da Federação Marfinense de Futebol e das autoridades locais, a fim de "estabelecer a sequência de eventos que aconteceram fora do estádio antes da partida".

"Uma vez que este relatório tiver sido recebido, a Fifa estará em condições de fazer novos comentários, assim como continuar nossos esforços para garantir que tais circunstâncias não aconteçam novamente."

O tumulto ocorreu por causa da queda de parte de um muro, quando torcedores sem ingresso tentavam invadir os portões do estádio Houphouet-Boigny, com capacidade para 45 mil pessoas, em Abidjan.

O governo marfinense anunciou na segunda-feira a realização de uma reunião de emergência para "descobrir exatamente quem é o responsável pela origem deste drama", segundo o porta-voz governamental Sindou Meite.

Apesar de a Fifa ter prometido que obrigaria a melhorias nos estádios de toda a África, esse foi o segundo incidente grave nas atuais eliminatórias no continente. Em junho, oito pessoas morreram pisoteadas num estádio superlotado de Monróvia (Libéria), na partida do time da casa contra Gâmbia.

Uma auditoria da Fifa em agosto de 20007 concluiu que apenas 18 países africanos têm estádios suficientemente seguros para receber jogos das eliminatórias. Houve inspeções em 50 países.

No entanto, a federação acabou exigindo apenas mudanças estéticas, como melhorias nos vestiários, para evitar possíveis atritos políticos pelo fato de que a maioria dos países teria de disputar as vagas para a Copa em campos neutros. Na inspeção final, apenas um estádio foi vetado para as eliminatórias.

A Fifa também iniciou a indicação de um delegado de segurança para cada partida das eliminatórias, mas dirigentes africanos costumam se queixar da falta de cooperação da polícia, que costuma criar seus esquemas para grandes jogos sem consultar os organizadores.

 
<p>Torcedores envolvidos em confus&atilde;o num est&aacute;dio de Abidjan, na Costa do Marfim, onde 19 pessoas morreram numa partida das eliminat&oacute;rias da Copa do Mundo contra o Malau&iacute;. REUTERS/Luc Gnago</p>