"Conto de Fadas" de Button e Brawn muda a ordem na Fórmula 1

segunda-feira, 30 de março de 2009 11:31 BRT
 

Por Alan Baldwin

MELBOURNE (Reuters) - Jenson Button e a nova equipe Brawn GP viraram de ponta cabeça a hierarquia da Fórmula 1, concretizando um sonho não só do piloto britânico, mas também dos organizadores da categoria.

"Isso virou um conto de fadas", disse John Button, sorrindo abobalhado com uma taça de champanhe na mão, depois da vitória do filho no GP de abertura da temporada, em Melbourne, no domingo. "Minha cabeça ainda não voltou para o lugar. Simplesmente não acredito. Essas coisas não acontecem, não hoje em dia."

De fato, a Brawn se tornou a primeira equipe a vencer uma corrida em sua estreia desde 1977, e a primeira em 55 anos a se lançar com uma dobradinha (Rubens Barrichello foi segundo colocado).

Entre os 18 pilotos que pontuaram em 2008, Button, com apenas 3 pontos, foi o último. Ou seja: em uma só tarde, ele somou mais pontos do que em suas duas temporadas anteriores pela equipe Honda, antecessora da Brawn.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que tentava há anos aumentar a competitividade do esporte e dar uma sacudida na classificação das corridas e dos campeonatos, não poderia estar mais satisfeita.

Em dezembro, quando a Honda anunciou que deixaria a F1, Button e Barrichello pareciam fadados ao desemprego. Quem apostasse numa vitória de ponta a ponta de um deles pareceria otimista demais.

Mesmo depois que Ross Brawn adquiriu a estrutura da Honda, ainda havia falta de patrocinadores e um carro muito pouco testado. Agora, o bilionário Richard Branson e seu grupo Virgin aderiram à empreitada.

Mas alguns rivais desdenham do resultado, lembrando que a Honda esbanjou pelo menos 300 milhões de dólares na equipe no ano passado, mais do que qualquer outra fábrica, e que o carro guiado por Button passou pelo menos 15 meses sendo desenvolvido.   Continuação...

 
<p>Pilotos da Brawn GP Button e Barrichello comemoram dobradinha no GP da Austr&aacute;lia de F1. 29/03/2009. REUTERS/Mick Tsikas</p>