Coreia do Sul derrota Norte em jogo marcado por tensão política

quarta-feira, 1 de abril de 2009 12:19 BRT
 

SEUL (Reuters) - A Coreia do Sul derrotou a Coreia do Norte por 1 x 0 com um gol tardio, nesta quarta-feira, em partida das eliminatória para a Copa do Mundo ofuscada pelos planos de Pyongyang de lançar um foguete, desafiando uma proibição da ONU.

Com a vitória, a Coreia do Sul desbancou os vizinhos do Norte e assumiu a liderança do Grupo 2 das eliminatórias da Ásia. A Coreia do Norte tenta se classificar para sua primeira Copa do Mundo desde que chegou de forma surpreendente às quartas-de-final no Mundial de 1966.

O gol da Coreia do Sul aconteceu apenas aos 42 minutos do segundo tempo, numa cobrança de falta de Kim Chi-woo que o goleiro norte-coreano Ri Myong-guk não conseguiu segurar.

A Coreia do Sul dominou o jogo, mas fracassou nas finalizações, apesar das numerosas chances criadas, incluindo dois chutes à queima-roupa de Lee Keun-ho.

Antes do jogo, o técnico sul-coreano disse que gostaria de ver as duas Coreias, mesmo que tecnicamente em guerra, se classificando juntas para a Copa do Mundo de 2010, que acontecerá na África do Sul.

Os torcedores sul-coreanos ficaram de pé quando o hino do rival tocou antes do início do jogo no estádio de Seul e aplaudiram polidamente o time adversário.

As tensões da península dividida aumentaram com os planos da Coreia do Norte de lançar um foguete entre os dias 4 e 8 de abril e com as ameaças de Pyongyang de que qualquer interferência da Coreia do Sul ou de seus aliados contra o lançamento seria visto como uma declaração de guerra.

A Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão afirmam que o lançamento é um teste disfarçado para o míssil de longo alcance Taepodong-2, o que violaria as resoluções da ONU determinadas depois do último lançamento do míssil norte-coreano, em julho de 2006, e do primeiro e único teste nuclear do país alguns meses depois.

A Coreia do Norte alega que o lançamento deste mês, na verdade, será para colocar em órbita um satélite, e que tem o direito de fazê-lo como parte de um programa espacial pacífico.

(Reportagem de Jack Kim e Angela Moon)