Hamilton não mentiu, diz chefe da McLaren

quinta-feira, 2 de abril de 2009 11:28 BRT
 

Por Alan Baldwin

SEPANG, Malásia (Reuters) - A McLaren defendeu Lewis Hamilton nesta quinta-feira após comissários de prova terem acusado o campeão mundial de enganá-los para ganhar o terceiro lugar no Grande Prêmio da Austrália, disputado no fim de semana passado e primeira prova do Mundial de Fórmula 1.

"Não há conclusões de que Lewis mentiu para os comissários", afirmou o chefe de equipe, Martin Withmarsh, no local onde será realizado o Grande Prêmio da Malásia.

"Eu acho que ele respondeu as questões de uma maneira honesta, mas, de acordo com os comissários, a equipe deveria ter dado um relato mais completo sobre o que aconteceu", acrescentou.

Hamilton foi promovido para o terceiro lugar em Melbourne após os diretores terem decidido, em uma audiência após a corrida, que o italiano Jarno Trulli, da Toyota, ultrapassou o campeão mundial enquanto o safety car estava na pista, o que é proibido.

Nesta quinta-feira, os mesmos comissários se reuniram em Sepang para considerar um "novo elemento". Eles decidiram que Hamilton e a McLaren forneceram deliberadamente evidências enganosas e foram desclassificados da prova.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou o áudio e a transcrição de uma conversa de radio no qual a equipe claramente diz a Hamilton para "deixar a Toyota passar".

"Tanto o piloto quanto o diretor de equipe (Dave Ryan) disseram que nenhuma instrução do tipo havia sido dada", afirmou a FIA. "O diretor de prova especificamente perguntou a Hamilton se ele tinha intencionalmente deixado Trulli passar. Hamilton insistiu que não."

A FIA disse que os comissários "sentiram intensamente que tinham sido enganados pelo piloto e seu diretor".   Continuação...

 
<p>Piloto da McLaren Lewis Hamilton no circuito internacional de Sepang. 02/04/2009. REUTERS/Shaiful Rizal</p>